UnB como referência

Ao tomar posse oficialmente no cargo de reitor da universidade, Ivan Camargo diz que pretende consolidar a expansão da instituição. O novo gestor pretende ainda garantir a excelência do ensino

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postado em 22/11/2012 08:00 / atualizado em 21/11/2012 13:39

Manoela Alcântara

 Em cerimônia realizada no MEC, Ivan Camargo (E) foi empossado pelo ministro Aloizio Mercadante (Breno Fortes/CB/D.A Press) 
Em cerimônia realizada no MEC, Ivan Camargo (E) foi empossado pelo ministro Aloizio Mercadante

Uma universidade de vanguarda, com excelência acadêmica, infraestrutura que dê segurança e possibilite à instituição alcançar os objetivos principais: ensino, pesquisa e extensão. Com o desejo de alcançar essas metas, o novo reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo, assinou ontem, com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o termo de posse. Durante a cerimônia, ele ressaltou ainda a importância de consolidar a expansão realizada ao longo dos últimos quatro anos. Às 9h30 de hoje, o professor da Faculdade de Tecnologia nomeará a vice-reitora Sônia Báo e os novos sete decanos. A solenidade será no Centro Comunitário.

Ao passar o cargo para Ivan Camargo, o ex-reitor José Geraldo de Sousa Júnior lembrou os avanços conquistados durante a gestão do quadriênio 2008-2012. “A UnB é um dos patrimônios acadêmicos mais valiosos do país. Ela celebrou o cinquentenário com quatro câmpus, sendo três novos; o dobro de alunos e um espaço físico ampliado em pelo menos um terço”, disse. Uma conquista importante para atender as demandas da sociedade. “A universidade, antes restrita ao Plano Piloto, hoje é multicampi, com construções em Ceilândia, em Planaltina e também no Gama”, completou.

A democratização do espaço universitário deu-se com recursos próprios da UnB, dos governos federal e distrital, mas principalmente do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). A partir de agora, o compromisso é garantir a qualidade dos novos cursos, concluir obras e melhorar a infraestrutura. “Espero que a UnB seja referência acadêmica, com egressos muito bem formados. Trabalharei para ela estar sempre à frente de seu tempo. Temos inúmeras tarefas pela frente”, disse Ivan Camargo.

No discurso de posse, ele agradeceu à família e lembrou as relações profundas com a universidade em todas as esferas. Ivan é o primeiro aluno formado na instituição a ser eleito reitor. “A minha esposa se formou na UnB, os meus irmãos e os meus filhos estão na universidade. Quero construir um ambiente para que o meu neto também tenha excelente formação pública em Brasília”, ressaltou. A intenção é que o legado da gestão seja reconhecido pelas próximas gerações. “Se daqui a 30 anos os alunos da UnB se lembrarem de mim com carinho, com respeito, terei cumprido a minha missão”, disse.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, aproveitou a ocasião para destacar a importância da UnB. “Ela tem um papel que vai além das universidades. Está na capital da República e pode dar uma grande contribuição para formulação das políticas públicas, por meio de debates e críticas. A discussão acadêmica é muito importante”, lembrou. Para ele, é necessário ainda investir na inclusão da instituição de ensino superior nos rankings internacionais de qualidade. “Estamos indo muito bem em termos de publicações. Somos o 13º país do mundo em termos de produção acadêmica, mas precisamos analisar outros aspectos que fazem subir nessas pesquisas”, completou o ministro.

Equipe
Confira os integrantes da nova gestão: Jaime Santana, no Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP); Mauro Rabelo, Decanato de Ensino de Graduação (DEG); Luís Afonso Bermudez, Decanato de Administração (DAF); Carlos Alberto Torres, Decanato de Planejamento e Orçamento (DPO); Thérèse Hofmann, Decanato de Extensão (DEX); Denise Bomtempo, Decanato de Assuntos Comunitários (DAC); e Gardênia Abbad, Decanato de Gestão de Pessoas (DGP).
 
Quatro perguntas para


Ivan Camargo, reitor da
Universidade de Brasília (UnB)

Existe um projeto de ampliação da UnB com mais unidades?
Não. Agora, vamos consolidar o que está crescendo. Demos um grande passo com o Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), foi excepcional para a universidade, mas, agora, precisamos zelar pela qualidade. Várias obras serão concluídas em 2013, não haverá ruptura de contratos nem de projetos. A UnB continua seu rumo. Teremos todo o cuidado com os novos cursos. Haverá um tratamento particular, especial para que as necessidades de infraestrutura e de capacitação sejam plenamente atendidas.

Quais serão as principais mudanças com a nova gestão?
O que nós esperamos é desburocratizar, descentralizar e dar maior eficiência aos processos dentro da UnB. É isso que a gente espera para que a universidade, os professores e os estudantes voltem a brilhar. A gente tem que sonhar grande e vamos sonhar. Continuar crescendo é uma tendência, a demanda por novas vagas no Brasil é muito grande, e a universidade pública tem que atender isso. É claro, sem descuidar da qualidade, do mérito e da excelência acadêmica.

O que a universidade precisa em um primeiro momento?
Necessitamos de laboratórios com qualidade, salas, algumas reformas importantes. A instituição precisa de água, luz. O sistema, a alimentação elétrica do Minhocão, por exemplo, está completamente ultrapassada. Tem transformador queimando, cabos velhos, desemcapados, é perigosíssimo. Precisamos agir nas coisas simples para que a comunidade acadêmica consiga usar a força de trabalho nas questões que interessam: ensino, pesquisa e extensão.

A UnB tem dinheiro para investir na qualidade e no crescimento que a sociedade demanda?

Tem dinheiro quando tem projeto. O Ministério da Educação falou mais de uma vez comigo sobre isso. Vamos ter uma carteira de projetos para correr atrás dos recursos. As informações que tivemos no processo de transição são positivas, de equacionamento. Este ano, há a sinalização de que o orçamento vai fechar. Vamos assumir agora, vou receber os dados, as informações, a transição continua.

 

A vez de eleger o DCE

 
THAÍS PARANHOS
O primeiro debate entre as chapas candidatas ao Diretório Central dos Estudantes: votação nos dias 5 e 6 (Janine Moraes/CB/D.A Press) 
O primeiro debate entre as chapas candidatas ao Diretório Central dos Estudantes: votação nos dias 5 e 6


Após as eleições para a Reitoria da UnB, chegou a vez de os alunos escolherem os representantes para assumir o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Seis chapas se inscreveram em 14 de novembro, entre elas a que venceu o pleito no ano passado. Quatro grupos concorrentes se declararam oposição à última gestão. Na tarde de ontem, os representantes de cada chapa participaram do primeiro debate no Câmpus Darcy Ribeiro. A consulta será em 5 e 6 de dezembro. Qualquer aluno regularmente matriculado pode participar.

Após uma apresentação das principais propostas de cada chapa, os participantes debateram temas importantes, como a criação do parque tecnológico, as fundações de apoio à pesquisa, o Centro Olímpico e o movimento estudantil. Cerca de 100 pessoas assistiram à discussão.  

Somente a chapa Troll não compareceu ao primeiro debate. Ao contrário dos outros grupos, os integrantes do movimento não concorrem ao DCE e só participam do pleito para eleger representantes discentes, ou seja, alunos que representam a categoria nos conselhos da UnB. “Os eleitores terão que fazer duas escolhas: direção do DCE e representantes nos conselhos”, explicou o integrante da Comissão Eleitoral Lázaro Oliveira.

A Chapa 1, candidata à reeleição, defendeu as principais propostas no debate. Ao contrário do que foi dito no ano passado, o coordenador de campanha, Pedro Ivo Santana, garantiu que os integrantes não são de direita nem ligados a partidos. “Não somos conservadores, apenas temos uma postura diferente”, justificou.

Declaradamente de esquerda e oposição à última gestão, a chapa Nada é impossível de mudar, com 122 integrantes, prometeu a melhoria da assistência estudantil. “Precisamos pensar na garantia do acesso ao ensino superior e na permanência dos alunos”, apontou Heitor Claro da Silva, um dos integrantes do grupo.

Integrante da chapa 4, Wanderson Maia disse que o grupo propõe uma mudança em relação à antiga gestão do DCE. “Nosso discurso não é baseado em oposição apenas por ser oposição. Diferentemente do que o diretório se preocupou, queremos incluir assuntos nacionais na pauta de discussão da universidade. Entender que a UnB precisa voltar à vocação, de pensar a sociedade e apresentar uma contribuição social.”

A chapa 5 propôs a integração dos grupos dentro da universidade. “Nosso movimento congrega todos aqueles que estão descontentes com o DCE”, disse Marcos Vinícius Queiroz.

A melhoria estudantil norteou a elaboração de propostas em todos os grupos concorrentes ao DCE. A chapa 3 propõe, entre as medidas mais urgentes, a ampliação do número de linhas de ônibus que levam à UnB e o transporte entre os câmpus. Também defendeu a criação de restaurantes universitários nos outros câmpus e a melhoria na segurança.

Estudantes na disputa
Veja quais são as chapas que concorrem à direção do DCE:

Chapa 1 — Aliança pela liberdade
O grupo venceu as últimas eleições.

Chapa 2 — Troll
Estão na disputa para eleger representantes discentes. Não concorrem ao DCE.

Chapa 3 — Atitude coletiva
Concorrem ao DCE e para eleger representantes discentes.

Chapa 4 — Bloco na rua
Se declararam oposição à atual gestão. Concorrem ao DCE e para eleger representantes discentes.

Chapa 5 — Honestinas
Fazem oposição ao atual comando do diretório, concorrem ao DCE e para eleger representantes discentes.

Chapa 6 — Nada é impossível de mudar/Oposição unificada ao DCE
Se declaram de esquerda e não apoiam a atual direção. Concorrem ao DCE e para eleger 

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