SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Mentes brilhantes

CNPq premia jovens brasileiros que pesquisam inovações tecnológicas nos esportes

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 27/11/2012 15:20 / atualizado em 27/11/2012 16:16

Um aplicativo que ajuda os praticantes de corrida a tirarem proveito dos dispositivos musicais para intensificar o treino; uma roupa especial que ajuda a equilibrar a temperatura na realização de atividades físicas; um dispositivo que dá mais autonomia a esportistas cegos; a descoberta de um gene que influencia no desempenho do atleta. Tudo isso parece coisa do futuro, mas são esses alguns dos projetos contemplados pelo Prêmio Jovem Cientista 2012 do CNPq — Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. No total, nove trabalhos sobre inovação tecnológica nos esportes foram reconhecidos.

Os premiados foram apresentados na manhã desta terça-feira (27/11), numa cerimônia na sede no CNPq em Brasília que contou com a participação do presidente do órgão, o professor Glaucius Oliva. Os jovens são de escolas e universidades do Ensino Médio e Superior, além de três premiados na categoria de graduados. São estudantes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. “É bacana perceber na juventude brasileira talentos tão fantásticos. Nos dá a certeza de que o país está dando certo por causa dessas pessoas”, se orgulha o presidente do CNPq.

Oliva lembrou da importância dos professores têm no estímulo do aluno à pesquisa. “Eles são os grande propulsores, os motivadores dos jovens talentos. Não tem tecnologia que substitua o entusiasmo e a dedicação desses profissionais que trabalham por um país melhor a cada dia.”

O prêmio distribuiu em 2012 R$ 600 mil entre os participantes, o que inclui as bolsas de pesquisa concedidas pelo CNPq, que é ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.  Os participantes devem receber em dezembro o troféu Jovem Cientista das mãos da presidente Dilma Rouseff.  

Projetos Premiados
O mineiro Rodrigo Dias é o autor do projeto premiado em primeiro lugar na categoria dos graduados. Ele identificou um gene capaz de influenciar o desempenho do atleta durante a prática desportiva. Aluno do programa de doutorado da Universidade de São Paulo (USP), Rodrigo começou a pesquisa em 2005, e conseguiu descobrir uma mutação genética que pode comprometer o mecanismo de dilatação dos vasos sanguíneos entre os atletas. “O que a gente vem fazendo é inovador. O ramo da genética está em pleno desenvolvimento, e vai influenciar muito em breve todas as áreas do conhecimento”, prevê o ganhador.

Muito emocionado, o estudioso enumera as dificuldades da realização da pesquisa. Os investimentos demoram, os acessos aos centros de pesquisa são limitados, o reconhecimento leva tempo. “ Mas nada disso desmotiva, porque faz parte do processo. Espero fazer a diferença com essa pesquisa. É uma honra e um orgulho receber hoje esse prêmio”, declara.

“Difícil é, mas é também possível. Toda pesquisa acadêmica começa com uma boa ideia. E uma boa ideia qualquer um pode ter”, garante a estudante Priscila Loschi. A universitária ganhou o primeiro lugar na categoria que concorreu, com o projeto de um revestimento têxtil que pode ser usado por esportistas para ajudar a manter a temperatura normal do corpo durante as atividades físicas. No 4º semestre de design da Universidade do Estado de Minas Gerais, Priscila espera mais. “Participar do prêmio é um incentivo. Vou continuar e investir na área de pesquisa.”

Neste ano, a vigésima sexta edição do Prêmio Jovem Cientista recebeu 2.070 inscrições com mérito científico, das quais 1.768 são da categoria para estudantes do Ensino Médio. Uma surpresa até para o presidente do CNPq. “É muito bom saber que a educação básica está preocupada e interessada com a pesquisa. Tivemos esse ano projetos incríveis, e foi muito produtivo para o prêmio em 2012”, comemora o presidente do órgão.

Reflexo disso foi o trabalho do jovem João Pedro Wieland, de apenas 15 anos. Estudante do 1º ano do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele desenvolveu um aplicativo para celular que relaciona o ato de escutar música ao praticar esportes com os batimentos cardíacos do atleta. “Tive a ideia andando na rua. Vi que todo mundo gosta de praticar esporte ouvindo música, mas às vezes escolhe o ritmo errado.” A música pode auxiliar no estímulo físico, e o projeto de João busca ajudar os esportistas a alcançarem melhores resultados. “Sou a prova que qualquer um pode participar e sonhar alto com o mundo da pesquisa”, afirma o jovem aluno.


Confira a lista completa dos premiados:

 

Categoria Graduado

1º lugar - Rodrigo Gonçalves Dias - Avanços em geômica para diagnósticos moleculares no esporte

2º lugar - Caetano Decian Lazzari - Desenvolvimento e estudo de uma plataforma biomecânica e apliada ao ciclismo

3º lugar - Eduardo Pimentel Pizarero - Rio 2016: uma oportunidade para o Brasil

Categoria Estudante do Ensino Superior

1º lugar - Priscila Airane Loschi - Materiais de mudança de fases aplicados no desgin de tecidos inteligentes

2º lugar - Henrique dos Santos Felipetto - Sistema de auxílio à navegação com monitoramento e orientação remota adaptado para o treinamento de atletas cegos em pista de atletismo

3º lugar - Thiago Tavares Magalhães - Predição da gravidade de lesões em atletas via programação genética

Categoria Estudante do Ensino Médio

1º lugar - João Pedro Vital Brasil Wieland - Aplicativo de celular para controlar o exercício físico

2º lugar - Izabel Souza de Jesus Barbosa - O esporte no combate ao bullying nas escolas

3º lugar - Bianca Valeguzki de Oliveira - Elaboração de farinhas integrais enriquecidas com frutos do cerrado (baru) visando atender as necessidades nutricionais de altetas de alto desempenho

 

Tags:

publicidade

publicidade