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UnB

Três cientistas premiados

Estudos de pesquisadores da Universidade de Brasília estão entre os 44 trabalhos selecionados no Brasil pela Capes. São teses de doutorado em ciências da informação, política social e relações internacionais a serem agraciadas no próximo dia 13 na capital

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postado em 28/11/2012 08:00 / atualizado em 27/11/2012 13:01

Manoela Alcântara

A inovação, a originalidade e a qualidade do trabalho de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) renderam à instituição o reconhecimento de ter produzido as três melhores teses de doutorado do país nas áreas de ciências da informação, relações internacionais e política social. Angélica Alves da Cunha, Fábio Albergaria de Queiroz e Maria Lúcia Lopes foram os escolhidos para receber o Prêmio Capes de Tese Edição 2012.

Entre as 47 áreas específicas de conhecimento reconhecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foram selecionados 44 trabalhos considerados os melhores do Brasil, defendidos em 2011. A entrega dos prêmios ocorrerá em 13 de dezembro, no edifício sede da Capes, em Brasília. O reconhecimento estende-se também aos orientadores, co-orientadores e Programas de Pós-Graduação envolvidos. A UnB ainda se destacou em outras áreas e recebeu quatro menções honrosas.

Os cientistas conduziram estudos que resultam em soluções inovadoras para áreas como gestão dos recursos hídricos e Previdência Social, além de construção da arquivologia e relação da área com outras disciplinas. Todas com material inédito para nortear políticas públicas ou pesquisas acadêmicas.

Orgulhosa do trabalho apresentado por Angélica Alves da Cunha, a orientadora da tese de arquivologia, Georgete Medleg Rodrigues, ressalta a importância da área premiada. “A disciplina hoje é conhecida mais pela prática do que pela teoria. A pesquisa sai do comum, mostra métodos, produz repercussões novas”, relatou.

Para chegar a esse resultado, Angélica trabalhou 10 anos na tese em parceria com a orientadora. “Ela fez iniciação científica comigo e apaixonou-se pelo tema. Foi aluna de mestrado nessa área e agora, de doutorado. A pesquisa rendeu muitos artigos e publicações. Isso demonstra o valor da graduação na formação de cientistas”, analisou Georgete.

Seguridade
Em política social, o destaque foi para a professora Maria Lúcia Lopes da Silva. Com objetivo de mostrar ao governo as possibilidades de universalização da Previdência Social no Brasil e de aproximar a população do assunto, ela analisou dados oficiais e aprofundou as possíveis soluções para o aumento da cobertura no Brasil. “É possível a Previdência ampliar o alcance desde que alguns pontos sejam assegurados. A plena efetivação da seguridade social e a reorientação da política macroeconômica entre outros seriam algumas soluções”, apontou. Garantir empregos mais estáveis e aumentar as fontes de recurso também são opções previstas no trabalho.

Os dados oficiais analisados de uma forma diferente vêm de uma pesquisadora que dedicou a vida à área. Além de ter sido servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na academia, ela sempre trabalhou nas três áreas da seguridade: saúde, Previdência e assistência. “O trabalho já foi publicado como livro. É um reconhecimento de tudo que venho estudando ao longo dos anos. Não é uma visão de alguém de fora, mas sim de uma pessoa que viveu esse assunto por 34 anos”, disse.

Fábio Albergaria de Queiroz desenvolveu o primeiro estudo nacional de recursos hídricos com perspectiva das relações internacionais. Ele compara as duas maiores bacias hidrográficas da América do Sul — a Platina e a Amazônica — com a percepção de um trabalho integrado em relação à segurança. “Não tínhamos um estudo como esse. Achei necessário preencher essa lacuna na cooperação e na segurança dos recursos hídricos, considerando o peso da água do Brasil”, explicou.

Com um arcabouço teórico próprio, ele instituiu o conceito de complexos hidropolíticos, no qual, em um sistema compartilhado por vários países, o problema de um não pode ser individual. “O que um país faz com suas águas repercute necessariamente nos vizinhos”, concluiu.

Reconhecimento
Entre as 78 teses de doutorado defendidas no ano passado, quatro pesquisas da UnB mereceram menção honrosa: em antropologia, Gersem José dos Santos Luciano, sob a coordenação de Stephen Grant Baines; em arquitetura e urbanismo, Geovany Jessé Alexandre da Silva, orientado por Marta Adriana Bustos Romero; em patologia molecular, André Moraes Nicola e seu orientador Arturo Casadevall; e em sociologia, Márcio Takeo Sobral Hagihara, sob a orientação de João Gabriel Lima Teixeira.

 

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