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Universitários desocupam reitoria da UCB

Decisão acata liminar de reintegração de posse concedida à universidade pela Justiça

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postado em 30/11/2012 16:40 / atualizado em 30/11/2012 16:50

Os alunos que desde ontem ocupavam a reitoria da Universidade Católica de Brasília (UCB), em Taguatinga, decidiram deixar o gabinete do reitor na tarde desta sexta-feira (30/11), após tomarem conhecimento da liminar concedida hoje pela Justiça, e que garante a reintegração de posse em favor da instituição.

Após 30h de manifestação, os estudantes acataram a decisão apresentada por oficiais de justiça e abandonaram o prédio de forma organizada. Desde as 10h de quinta-feira, cerca de 15 alunos ocupavam a reitoria em protesto contra o corte do benefício Bolsa atleta e contra a sinalização de aumento na mensalidade em 8,9% a partir do próximo semestre.

Eram estudantes do cursos de educação física e de fisioterapia que conseguiram entrar na sala do reitor de forma organizaçada e sem confronto. Outros 40 estudantes se manifestavam do lado de fora.

Mariana Raphael/Esp. CB/D.A Press


Segundo os alunos,  a eliminação de 420 bolsas e o reajuste no valor pago por mês à instituição foram justificados pela reitoria da UCB sob o argumento de corte de gastos.

As reivindicações dos estudantes, no entanto, não foram acatadas. Uma reunião realizada na noite passada entre as lideranças do movimento e da universidade discutiram possíveis soluções, mas não chegaram a um acordo. Os alunos garantem que vão continuar os protestos.

A assessoria de comunicação da instituição afirma que a UCB não pode reavaliar os reajustes nas mensalidades, e que as contas da universidade estão disponíveis para acesso de quem interessar.

Sobre revogação das Bolsas atleta, a UCB garante que vai estudar a possibilidade de oferecer auxílio para estudantes carentes e que não tenham condições de pagar a mensalidade da universidade.

Segundo informou a assessoria, nem a UCB nem os estudantes têm informações precisas sobre a necessidade real das bolsas oferecidas hoje. Os casos devem ser analisados separadamente assim que os estudantes bolsistas comprovarem dificuldades financeiras para se manter matriculado. 

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