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UnB

Começa disputa pelo DCE

Hoje e amanhã, os 35 mil alunos da Universidade de Brasília votam para escolher o novo comando do Diretório Central dos Estudantes. Entre as propostas das seis chapas, a melhoria da segurança nos câmpus é unamidade

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postado em 06/12/2012 08:00 / atualizado em 05/12/2012 11:11

Manoela Alcântara

 

A corrida eleitoral tomou conta dos corredores da UnB: 22 urnas serão disponibilizadas nos quatro câmpus (Manoela Alcântara/CB/D.A Press) 
A corrida eleitoral tomou conta dos corredores da UnB: 22 urnas serão disponibilizadas nos quatro câmpus

O processo de escolha da nova coordenação do Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães (DCE) da Universidade de Brasília (UnB) começa hoje. Seis chapas se inscreveram para o pleito, entre elas a eleita no ano passado pelos estudantes. Quatro grupos se declaram abertamente como opositores da atual gestão. No decorrer da campanha, os concorrentes passaram por cinco debates, realizados nos câmpus Darcy Ribeiro, Planaltina, Ceilândia e Gama. Estão aptos a votar os cerca de 35 mil alunos, regularmente matriculados em qualquer curso da instituição.

A campanha está nas paredes e corredores da UnB. Cartazes, faixas e panfletos foram entregues aos eleitores em potencial. Hoje e amanhã, os alunos escolherão os colegas que vão representá-los por um ano. O horário de votação será das 8h às 22h30 no câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. Nas faculdades de educação física e em outras que não oferecem curso noturno, assim como nos câmpus do Gama e de Ceilândia, as urnas estarão disponíveis das 8h às 18h30. A apuração começa às 23h e deve ser encerrada na manhã do dia 7, quando o resultado será divulgado.

Ao todo, serão 60 mesários distribuídos em três turnos e 22 urnas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) espalhadas por diversos pontos das quatro unidades. O processo será feito por meio de cédula, a exemplo do que ocorreu na consulta para a reitoria, em setembro. A campanha de boca de urna é permitida, desde que os concorrentes mantenham uma distância de 10 metros dos locais de votação. Eles não podem utilizar caixas de som ou faixas para divulgar as propostas. Não haverá segundo turno.

 Para serem autorizadas a se inscrever, as chapas apresentaram, no mínimo, 19 participantes. Não há limite máximo de estudantes inscritos para concorrer. Por isso, algumas alcançam a marca de 140 componentes. Os eleitos da nova gestão serão divididos por coordenações e atuarão em áreas diversas. Alguns podem trabalhar na áreas de cultura, esportes e outros.

Somente a chapa Troll não atende ao pré-requisito de componentes. No total, eles têm 11 estudantes na corrida eleitoral. Por esse motivo, disputaram somente uma vaga na representação discente dentro da UnB e não ao DCE. “Os alunos terão que fazer duas escolhas: a chapa que os representará no diretório e aqueles que atuarão nos conselhos mais importantes da UnB — Cepe, Consuni e Cad. A Troll só está nesta última disputa”, explicou o integrante da comissão eleitoral e estudante de engenharia florestal, Lázaro Oliveira.

Concorrentes
Entre os planos de gestão estão a melhoria da segurança, da assistência estudantil e da infraestrutura da instituição são propostas de todas as chapas que disputam o comando do DCE. A chapa 1, Aliança Pela Liberdade, representa a continuidade da atual gestão. Eles mantém a formação original do ano passado, além de 100 novos integrantes. O mandato do grupo acabou em 1º de novembro. A campanha começou 14 dias depois. A chapa 2, Troll, não concorre ao DCE. Com 26 integrantes, a chapa , Atitude Coletiva, tem como bandeira a melhoria da assistência estudantil.

Declaradamente contrária ao atual diretório, a chapa 4, Bloco na Rua, defende que a UnB contribua com a sociedade e tenha financiamento público de pesquisas. Com 57 membros, a chapa 5, Honestinas, pretende focar nos programas de extensão. A chapa 6, Nada é impossível de Mudar/Oposição Unificada, é composta por 122 estudantes, que se dizem de esquerda e são contrários às fundações de apoio à pesquisa e a favor das cotas.

 

O POVO FALA

O que você espera do novo DCE?

 ( Manoela Alcântara/CB/D.A Press) 
 

Matheus Carvalho, 19 anos, estudante do 5º semestre de ciências da computação, morador do Octogonal

“Espero que dê continuidade ao trabalho realizado atualmente. Graças ao DCE atual, foi instalado um posto do Passe Livre na UnB; ganhamos policiamento no câmpus, pelo menos com uma ronda da Polícia Militar. Além disso, há uma proposta de privatizar algumas áreas, sou a favor.”

 (Manoela Alcântara/CB/D.A Press) 

Marcus Vinícius Arnhold,
20 anos, estudante do 3º semestre de física, morador de Taguatinga
“Quero um DCE que trabalhe para implementar ações de incentivo a projetos científicos. Existe uma proposta de criação de um parque tecnológico, acho interessante. Sou a favor também de que as chapas não apelem para a política, não fiquem difamando as outras durante as eleições, mas apresentem propostas.”
 (Manoela Alcântara/CB/D.A Press) 

Ana Luiza Amaral, 19 anos, estudante do 4º semestre de engenharia de produção, moradora da Asa Sul
“Queremos um parque tecnológico e que a biblioteca funcione 24 horas. Se não der para ser em tempo integral, que tenha ao menos o horário expandido. Vou optar pelas propostas mais objetivas, com fundamento e possibilidade de serem realizadas.”
 (Manoela Alcântara/CB/D.A Press) 

Heloísa Ravena, 19 anos, estudante do 2º semestre de economia, morador da Asa Sul
“Espero mais segurança, que eles lutem para reduzir principalmente os furtos nos estacionamentos. A maioria das propostas são parecidas, só tem uma chapa diferente. Para escolher, analisei os projetos concretos. Tem umas coisas muito impossíveis de serem feitas. O DCE também deve ter voz nas reuniões, se organizar.”

 

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