Fraude envolve alunos do DF

Estudantes detidos na capital por forjar vestibulares de medicina eram da UnB e da Católica. Médico ainda está foragido

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postado em 14/12/2012 12:57 / atualizado em 14/12/2012 15:00

Ana Braga

A Polícia Federal prendeu, até a noite de ontem, 51 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes de vestibulares de medicina em pelo menos 40 instituições de ensino superior de todo o país. Os mandados de prisão foram cumpridos em oito estados e no Distrito Federal e 19 pessoas ainda estavam foragidas. Dos quatro detidos no DF, três foram identificados como estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e uma é aluna do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília (UCB). Um médico ainda está foragido.

De acordo com os investigadores responsáveis pela Operação Calouro, deflagrada na quarta-feira, foram identificadas cerca de sete quadrilhas e duas delas atuavam havia mais de 15 anos. Ainda não se sabe quantas pessoas foram beneficiadas com o esquema. Os líderes dos bandos chegavam a receber R$ 80 mil por aluno, totalizando uma estimativa de ganho por vestibular entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões. Os fraudadores se concentravam, principalmente, em Goiás e Minas Gerais e tinham como alvo instituições de ensino particulares. A fraude era feita de duas maneiras: uma pessoa com identidade falsa fazia a prova no lugar do candidato ou o gabarito era enviado ao aluno, por meio eletrônico.

As Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac), instituição de ensino superior da capital que foi alvo de tentativa de fraude em três ocasiões, divulgaram nota de esclarecimento sobre a Operação Calouro. No texto, a faculdade informou que tem conhecimento da existência da quadrilha há mais de cinco anos e chegou a pedir reforço da PF na realização do segundo vestibular de 2007. Na ocasião, uma aluna foi retirada da sala de aula por suspeita de envolvimento na fraude. Segundo a faculdade, depois do episódio, a segurança foi reforçada. “Por sugestão da própria Polícia Federal, a Faciplac passou a adotar procedimentos periciais para evitar a existência de fraude nos processos seletivos.”

Dos acusados da UnB, dois cursam medicina e um administração. A universidade esclareceu, por meio da assessoria de imprensa, que ainda não recebeu comunicação oficial a respeito do caso e não há informações suficientes para analisar o que acontecerá com os alunos envolvidos. Procurada, a UCB, até o fechamento desta edição, não havia respondido aos questionamentos da reportagem.

51
Quantidade de detidos na operação da PF

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