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Educação

Passaporte para a descoberta

Universitários de Brasília viajam, em janeiro, para complementar os estudos e conhecer uma nova cultura em instituições dos Estados Unidos. No total, 455 alunos de todo o país participarão do programa de intercâmbio

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postado em 19/12/2012 12:30


 (Iano Andrade/CB/D.A Press) 

 (Iano Andrade/CB/D.A Press) 

Vinte e oito estudantes do ensino superior do Distrito Federal vão, a partir de janeiro, complementar a experiência universitária em instituições norte-americanas por meio do programa Ciência Sem Fronteiras 2013. Desses, 25 são da Universidade de Brasília (UnB), dois da Universidade Católica de Brasília (UCB) e um do Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Eles, mais 31 alunos de todo o Brasil, foram recepcionados pela Embaixada dos Estados Unidos, na manhã de ontem. Outros 396 futuros intercambistas receberam as boas-vindas nos consulados de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Durante a manhã, os estudantes foram recebidos pelo Ministro Conselheiro da embaixada, Todd Chapman, pelo conselheiro para assuntos de Educação e Cultura, John Matel, e outros membros da representação internacional dos Estados Unidos no Brasil. Além das boas-vindas, os universitários puderam sanar dúvidas sobre a viagem, pesquisar acerca das instituições escolhidas por eles e conversar com os americanos presentes sobre a rotina no país estrangeiro. À tarde, o serviço consular do órgão internacional ficou reservado para a emissão do visto dos jovens. Se o pedido for aprovado, eles receberão o documento em casa dentro de cinco dias.

A estudante de engenharia florestal na UnB Juliane Meneses, 22 anos, está ansiosa para desembarcar nos Estados Unidos, o que deve ocorrer em 14 de janeiro. “Com a aproximação da data, o friozinho na barriga vai aumentando”, diz. A instituição estrangeira que ela escolheu foi a Universidade de Wisconsin, em Madison, cidade localizada no meio-oeste do país. Juliane enumera as expectativas que tem sobre a viagem: “Pretendo melhorar meu inglês e descobrir a cultura de um novo país. Fui aos Estados Unidos quando era muito pequena, com a família. Agora, é diferente. Vou para estudar, mas também para aproveitar as oportunidades que surgirem lá”.

Tornar-se mais independente é o principal objetivo de Lívia Brandão, que estuda engenharia química na Universidade Federal de Goiás (UFG) e escolheu a mesma universidade que Juliane. “Meus pais são muito apegados. A família toda veio a Brasília só por causa dessa recepção. Imagina quando for a hora de embarcar de verdade”, comenta a jovem.
As duas universitárias, que já se conheciam pela internet, aproveitaram para descobrir juntas outras informações sobre o lugar para o qual vão. “Pesquisei na internet e acho que, no início, lidar com o frio vai ser o mais difícil”, avalia Juliane. Para Lívia, habituar-se à alimentação tradicional dos Estados Unidos vai ser o maior desafio. “Tive sorte, porque vou ficar num lugar onde posso cozinhar eu mesma. Pior seria se tivesse de comer sempre na lanchonete, porque fica mais caro e menos saudável”, completa Lívia.
Lídia Lacerda veio de Belém, no Pará, para conseguir em Brasília o visto necessário para a viagem. Ela estuda agronomia na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e vai fazer intercâmbio na Universidade de Nebraska-Lincoln, numa região conhecida pela forte influência indígena. “Estou louca para chegar logo. Além da rotina na universidade, quero aproveitar para conhecer melhor o país”, explica.

Interesse americano

“Nós americanos não poderíamos estar mais contentes com a ida de vocês à nossa terra”, declarou Todd Champan no discurso de boas-vindas. “Há um grande interesse nos Estados Unidos sobre o Brasil neste momento. Ninguém melhor do que vocês para atrair ainda mais americanos ao Brasil”, sugere o conselheiro. Para ele, cumprir a tarefa não vai ser difícil: “Basta vocês mostrarem fotos das belas praias, do carnaval, que todo mundo vai querer vir”, ele brinca.

O discurso acompanha o tom da iniciativa 100.000 Strong, lançada pelo presidente americano Barack Obama em 2009, com o intuito de aumentar o número de americanos estudando fora do país de origem. Neste ano, o programa concentra esforços em aumentar o número de interessados pelas nações latino-americanas. Atualmente, há 3.800 norte-americanos estudando no Brasil.

Fazer novos amigos é um dos objetivos de Guilherme Medeiros, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); Matheus Barreto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e Edrey César, da UFG. “Estou muito surpreso com a recepção que estamos tendo já aqui no Brasil por meio da embaixada. Todo mundo é muito simpático, o que supera minhas expectativas”, comenta Guilherme, 19 anos. “Se for todo mundo assim, vai ser bem mais fácil”, supõe o colega Matheus, 22.
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