Mapa on-line de falhas na UnB

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postado em 31/01/2013 08:00 / atualizado em 31/01/2013 11:56

Ana Pompeu

Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) contam com uma nova ferramenta de denúncia dos problemas dos câmpus. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) lançou, na noite de terça-feira, o Mapa da Infraestrutura e Salubridade da instituição. Apoiado em um sistema de mapa on-line, a comunidade acadêmica pode indicar o local exato da falha encontrada. A ideia é enviar um relatório a cada 15 dias à reitoria para que as providências cabíveis sejam tomadas. O monitoramento está disponível para os quatro câmpus da UnB.

Das 21h30 de terça, quando o DCE divulgou o sistema, até o início da tarde de ontem, o mapa continha 39 ocorrências. Na segunda-feira, o DCE colocou no ar um vídeo apresentando o projeto e convidando os estudantes a participar. Entre os exemplos dados, o grupo cita salas alagadas, banheiros quebrados, lâmpadas queimadas, e até a falta de sabonetes nos banheiros. Tudo pode ser relatado e postado com foto e referência. Cada reclamação pode ser definida entre 12 categorias, como materiais básicos de ensino, higiene, lixeiras e acessibilidade.

Na opinião de um dos coordenadores do DCE, Nicolas Powidayko, essa possibilidade torna os estudantes responsáveis pela preservação do patrimônio público. “O estudante vê o problema e reclama, mas apenas no círculo dele. É um modo de dar poder de agência aos alunos e fazer com que se sintam proprietários da coisa pública”, afirma. Ele lembra que os estudantes têm parcela de culpa pela depredação dos prédios. Com o método, eles passam a zelar de todo patrimônio e cobrar uma ação rápida da administração central.

As estudantes do primeiro semestre de serviço social Kessy Johny Pereira Mota da Silva, 18 anos, e Rafisa Santana da Silva, 19, aprovaram a ideia, mas temem que a iniciativa não saia do papel. “Na teoria é muito bom, mas temos que ver se vai funcionar porque não adianta só registrar a reclamação, o problema tem que ser resolvido”, opinou Kessy. “É um canal importante para dar voz aos alunos. O câmpus é muito grande e passamos a maior parte do nosso tempo aqui. Se não tivermos as mínimas condições, temos que reclamar”, completou Rafisa.

Pelo mapa, a comunidade também consegue acompanhar os problemas não solucionados. Apenas os resolvidos são retirados da imagem. “Deixa tudo mais transparente e reduz a assimetria da informação”, diz Nicolas. O coordenador do DCE afirmou que, até o momento, a reitoria aceitou bem a ferramenta, garantindo que o método vai evitar que algum transtorno não seja corrigido por falta de conhecimento quanto a ele, como disse o prefeito Marco Aurélio Gonçalves no vídeo de apresentação do mapa colaborativo. “Se temos milhares de pessoas passando pelo câmpus, olhando, identificando problemas e os apontando para a prefeitura, isso vai tornar a nossa intervenção mais eficiente”, avaliou o prefeito.
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