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Superlotação é comprovada

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postado em 06/02/2013 08:00 / atualizado em 05/02/2013 12:05


Técnicos do Crea-RS durante perícia: relatório indica uma série de erros (Carlos Vieira/CB/D.A Press - 31/1/13) 
Técnicos do Crea-RS durante perícia: relatório indica uma série de erros

 

Uma das várias interrogações que pairam sobre o incêndio da boate Kiss parece ter chegado ao fim. O secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Airton Michels, informou ontem em entrevista coletiva que a capacidade de público da casa noturna no momento do incêndio estava estourada, ao contrário do que afirmam os donos do estabelecimento. De acordo com Michels, foram identificadas de 750 a 800 pessoas entre vítimas e sobreviventes. O limite do local é 691 pessoas.

A superlotação também foi apontada por um relatório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RS) finalizado ontem. O documento menciona uma série de erros — que vai desde a legislação com normas imprecisas à flagrante falta de medidas de prevenção. A perícia destaca como causas primordiais do incêndio a combinação de material inflamável, como revestimento do teto e a realização de show pirotécnico.

A espuma que fazia o revestimento acústico da boate foi comprada em uma loja de colchões de Santa Maria. Segundo o dono do estabelecimento, Flávio Boeira, o responsável pela reforma da casa noturna encomendou o material, a R$ 30 o metro quadrado. O empresário, que prestou depoimento à polícia ontem, comprometeu-se a enviar as notas fiscais das compras realizadas pela boate. Boeira disse também que desconhece os riscos do poliuretano, acrescentando que há igrejas e consultórios dentários entre seus clientes.

O relatório do Crea-RS ressaltou também que a falha no funcionamento dos extintores próximos ao palco contribuiu para a extensão da tragédia. A falta de saídas de emergência dificultou a evacuação do local. Os peritos levantaram ainda a suspeita de que os sócios da casa noturna teriam forjado um Plano de Combate e Controle de Incêndios (PCCI), necessário para a obtenção do alvará, sem cumprir todas as normas legais.

Durante coletiva, o delegado Marcelo Arigony, que cuida do caso, anunciou que ainda haverá novos trabalhos no local do incêndio. “Fizemos várias reconstituições, mas o IGP (Instituto Geral de Perícias de Porto Alegre) ainda vai fazer a oficial”, disse Arigony. Um dos sócios da Kiss, Elissandro Spohr, deve receber alta hoje. Ele será encaminhado ao presídio regional de Santa Maria.

“Fizemos várias reconstituições, mas o IGP (Instituto Geral de Perícias de Porto Alegre) ainda vai fazer a oficial”
Marcelo Arigony, delegado

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