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Estudante da UnB é selecionada para estudar em Harvard

Fernanda Ferreira cursa biologia na universidade e vai estudar alguns tipos de vírus. Conhecimento poderá ajudar no desenvolvimento de vacinas

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postado em 09/02/2013 12:00 / atualizado em 09/02/2013 15:54

A estudante de biologia da Universidade de Brasília (UnB), Fernanda Ferreira, 23 anos, foi aprovada para o programa de doutorado na universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Em dezembro, ela foi convidada para conhecer às instalações do câmpus onde passará os próximos cinco anos. Era a única brasileira no grupo de 17 estudantes chamados para a visita e entrevistas.

Durante nove meses ela vai transitar por três dos 50 laboratórios da universidade, onde são estudados vírus de seu interesse, como o influenza e o ebola. O conhecimento adquirido no exterior poderá ser aproveitado no Brasil para desenvolvimento e produção de vacinas que previnam doenças causadas por esses vírus, entre elas a gripe e a febre amarela.



Na pesquisa de graduação, Fernanda estuda os defectivos interferentes (DIs), que são partes do vírus que entra na célula e que modificam a informação genética contida nela. Esses DIs tornam a ação do vírus menos ofensiva aos organismos infectados. A pesquisadora busca compreender como o DI é capaz de minimizar a atuação do vírus e como podem ser usados no tratamento de doenças.

Fernanda afirma que a motivação para se inscrever na seletiva de pós-graduação veio do exemplo dos familiares. “Venho de uma família de doutores”, diz a estudante. Os pais, César Ferreira e Sylvia Araújo, professores de geologia da UnB, cursaram o doutorado no Canadá, país em que Fernanda foi alfabetizada.

Domínio do idioma
A familiaridade com o inglês foi crucial para a aprovação da estudante. Ela conta que não prestou exames específicos de biologia, mas teve de comprovar excelência no idioma.

Essa não foi a primeira vez em que Fernanda foi selecionada num curso superior fora do país. Ao concluir o ensino médio na Escola Americana de Brasília, ela enviou currículos para 13 universidades americanas e foi aceita em sete, entre elas Cornell, North Western e Michigan. Porém, a bolsa oferecida por essas universidades não era suficiente para que ela pudesse se sustentar sozinha.

Mesmo assim, Fernanda não se arrepende de concluir o bacharelado e a licenciatura em uma instituição brasileira. “Quando chegar lá (nos EUA), terei maior facilidade de lidar com a pesquisa científica, pois já me acostumei com os obstáculos a ela no Brasil.” A estudante relata que as principais dificuldades são o alto custo de material para pesquisa e os empecilhos impostos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, por vezes, impede a compra de materiais necessários aos experimentos.

As aulas começam em setembro, e Fernanda diz estar ansiosa não só pelo início das atividades acadêmicas, mas também para aproveitar as atrações de Boston, capital do estado de Massachusetts. Os museus de arte e as competições esportivas entre times de basquete e futebol estão na lista da estudante.
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