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Mistério

Sumiço completa dois meses

Após 60 dias de buscas sem sucesso, investigadores peruanos acreditam que o brasiliense Artur Paschoali tenha sido vítima de violência na região de Machu Picchu. Família pede maior apoio da embaixada brasileira

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postado em 18/02/2013 11:21


O rapaz, de 19 anos, desapareceu após sair para tirar fotografias na região de Machu Picchu (Arquivo Pessoal) 
O rapaz, de 19 anos, desapareceu após sair para tirar fotografias na região de Machu Picchu
 

Após quase dois meses de buscas pelo brasiliense Artur Paschoali, 19 anos, na cidade peruana de Santa Teresa, a polícia local começa a descartar a hipótese de simples desaparecimento. Segundo o irmão do jovem, o engenheiro Felipe Paschoali, os investigadores acreditam que o rapaz tenha sido vítima de algum tipo de violência, como sequestro ou mesmo assassinato. A família não tem notícias de Artur desde 21 de dezembro, quando ele saiu para tirar fotografias na região de Machu Picchu.

Cerca de 50 policiais e bombeiros continuam à procura do jovem nas áreas de montanha. Até agora, no entanto, a equipe não encontrou vestígio algum do paradeiro do rapaz. “Eles já rodaram tudo e nem sinal do Artur. Por isso, estão acreditando na possibilidade de que algo mais grave tenha acontecido com meu irmão. Ou ele está sendo mantido preso por alguém, ou sofreu alguma violência. É difícil dizer”, comenta Felipe.

Os pais do brasiliense, Wanderlan Vieira e Susana Paschoali, seguem no Peru e só pretendem voltar quando o filho for localizado. “Eles estão acompanhando as buscas de perto. Todo dia conversam com os moradores, tentam encontrar alguma pista”, conta o engenheiro. “Mas eles estão serenos. Todos temos esperança de que não seja nada mais sério, que o Artur esteja bem”, emenda.

Com a investigação criminal ganhando força, a família agora pede suporte jurídico da embaixada brasileira no país. Os pais de Artur esperam, há 15 dias, pela ajuda de um advogado prometido pelo governo, por meio do diplomata que acompanha o caso. A última vez que a diplomacia enviou um profissional para acompanhar o casal foi no início do mês passado, de acordo com Felipe Paschoali.

Reforço
As buscas pelo brasiliense ganharam o reforço de oito policiais de Lima em janeiro, o que renovou as esperanças da família de Artur. Até então, apenas a polícia local estava empenhada nas buscas. Ainda assim, a procura continua sem resultados. As únicas pistas do rapaz encontradas pela equipe baseavam-se em informações imprecisas.

Uma moradora do povoado de Fahuayaco afirmou ter feito comida para um jovem com as mesmas características de Artur em 28 de dezembro. Os pais do brasiliense, contudo, descobriram que o episódio ocorreu sete dias antes do afirmado pela senhora. Outro homem disse ter visto o brasileiro passando por uma região chamada Llaqtapa, mas a família constatou que a história não passava de boato.

Pouco antes do desaparecimento completar um mês, os investigadores encontraram objetos que poderiam ser de Artur. Eram pedaços de roupas queimadas, achados próximos a uma fogueira apagada, na região de Machu Picchu. Por recomendação policial, os pais do jovem começaram este ano a oferecer recompensa a quem der alguma informação sobre o paradeiro do filho. O valor varia de R$ 200 a R$ 400.

Artur Paschoali deixou os pertences no restaurante onde trabalhava, na vila de Santa Teresa, e saiu para tirar fotos de Machu Picchu, em 21 de dezembro. Desde então, a família ficou sem notícias do brasiliense. Preocupados, os pais do jovem partiram para o Peru 10 dias depois e seguem até agora ajudando a polícia nas investigações.

Campanha
Mais de 12 mil pessoas aderiram ao evento virtual Vamos achar o Artur, #FindArtur, criado no Facebook pelo irmão do jovem, o engenheiro Felipe Paschoali. A maioria não conhece o mochileiro, mas simpatiza com a causa da família. A página ajudou a dar repercussão internacional ao desaparecimento do rapaz. Por meio da rede social, amigos, familiares e mesmo desconhecidos pedem orações nas buscas e mais empenho na procura pelo jovem.

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