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Secretaria na UnB vai acolher denúncias de homofobia nos câmpus

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postado em 22/02/2013 14:44 / atualizado em 25/02/2013 11:35

Após o caso de agressão a uma aluna da Universidade de Brasília (UnB) motivado por homofobia, a instituição informou que uma coordenadoria será criada para acolher as denúncias de alunos, professores e funcionários que se sentirem ameaçados dentro da universidade. A disponibilização do serviço, criado pelo Decanato de Assuntos Comunitários, já estava sendo planejada desde o fim do ano passado, e deve entrar em atividade no início do próximo semestre letivo, em abril.


A Coordenadoria de Diversidade Sexual e Gênero contará com a participação dos grupos de trabalho que debate a questão de gays, lésbicas e transgêneros na universidade, e servirá como uma ferramenta de ação e combate à homofobia na UnB. Criado em 2012, o grupo tem 28 membros, entre alunos, professores e servidores. Propõe-se a se tornar um canal de demandas dos vários grupos e estabelecer ações conjuntas para se combater a violência à orientação sexual das pessoas.

"Vamos criar um espaço de acolhimento das demandas dessa comunidade na Universidade. Seremos uma voz a mais para pessoas e grupos dentro do espaço acadêmico que atuam, refletem e pesquisam a realidade LGBT", conta a professora do departamento de serviço social, Valdenísia Peixoto, que assumirá a suplencia da nova coordenadoria. "Não temos, no entanto, estrutura nem pessoal para oferecer um dispositivo jurídico, por isso, não há proposta para criação de um disque-denúncia, ou de serviços semelhantes", revela a professora.

A decana de assuntos comunitários da UnB, Denise Bomtempo, explicou nesta manhã durante coletiva que a área surgirá com o propósito de evitar e encaminhar casos como o da estudante do 5º semestre de Agronomia, agredida no estacionamento do Instituto Central de Ciências do campus Darcy Ribeiro, na última segunda-feira.

"Essa diretoria surge do próprio movimento organizado. grupos já existentes. Apoio à comunidade LGBT. Ela não é um apoio de casos de violência.Quem faz parte do GT são as travestis do HUB. Promoção da diversidade sexual", anunciou Denise. 
 

“Queremos dispor de infraestrutura e recursos humanos especializados para tratar especificamente destes casos. Há um número significativo deles que vem sendo relatados e registrados, mas não basta gerar sindicâncias, punir. É preciso prevenir”, explica. Segundo ela, a nova secretaria só aguarda a reserva de um espaço físico dentro do campus e de um espaço virtual no site da instituição.

"A proposta não é ser um instrumento policial, mas fazer isso de forma pedagógica para que as pessoas possam respeitar a diversidade e que não se repitam casos como a agressão física a essa menina, nem a agressão verbal no CA de Direito", afirma o professor José Zuchiwschi, coordenador do GT. Segundo ele, o grupo está elaborando um guia de conscientização para ser distribuído na recepção aos calouros. "A ideia é trabalhar pela não-violência. As pessoas têm que estar conscientes da forma como tratam as outras. Muitos jovens não sabem como a homofobia pode se manifestar".

Com informações da Agência UnB

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