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Guerra de tintas reúne 3 mil no Parque da Cidade

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postado em 18/03/2013 13:19 / atualizado em 18/03/2013 13:21

Thalita Lins

Ed Alves
A Praça Eduardo e Mônica, no Parque da Cidade, foi o local escolhido para ser palco de uma batalha. Durante pouco mais de três horas, cerca de 3 mil pessoas travaram uma luta sem vencedores nem perdedores. A disputa aconteceu entre a manhã e o início da tarde de ontem. Mas tudo não passou de uma brincadeira. Munidos de grandes quantidades de tintas dissolvidas em água, adultos, adolescentes e crianças do Distrito Federal e do Entorno lançaram jatos da mistura de vários tons para todos os lados, durante a 7ª edição da Guerra de Tintas.

Divulgado pelas redes sociais, o evento também foi motivo de discórdia para parte dos usuários da área de lazer, que reclamaram da sujeira deixada pelos participantes da brincadeira. A administração do espaço decidiu interromper a distribuição de água nos chuveiros e bebedouros durante a atividade. Alguns banheiros foram interditados. A reportagem tentou entrar em contato com os gestores do parque, mas não havia expediente, e nenhum funcionário atendeu os telefonemas. A Polícia Militar afirmou que os organizadores da Guerra de Tintas não tinham autorização para realizar o evento.

Críticas à parte, a ideia da brincadeira era que todos fossem vestidos de branco. Os amigos Davi Mikaell Caldas de Queiroz, 17 anos, e Ruth Sara Gomes dos Santos, 30, decidiram participar da batalha em cima da hora. Munidos de 20 litros de tintas, pegaram um ônibus do Vale do Amanhecer, em Planaltina, para o Plano Piloto.

Davi e Ruth chegaram ao parque, às 10h30, trajando as roupas mais surradas que tinham. Em pouco tempo, os dois estavam sujos da cabeça aos pés. “Viemos para cá afogar as mágoas. É uma guerra saudável”, afirmou Davi.

Internet

Organizadores da brincadeira, Phellipe Barusco, 18 anos, e Núbia Nascimento, 24, divulgaram o evento em uma página no Facebook. Até ontem, cerca de 6,8 mil internautas haviam confirmado presença. “Pedimos que as pessoas fossem de roupa branca, velha e que levassem tinta atóxica”, detalhou Ruth. “Uma guerra pode ser sinônimo de felicidade também. Nos sentimos felizes por conseguir trazer tanta gente para cá”, disse o rapaz.

Phellipe confirmou que não enviou ofício à administração do parque. A Polícia Militar afirmou que foi pega de surpresa. “Tive que deslocar serviços de rua para cá, porque só tínhamos quatro viaturas e quatro motos. Não é certo fazerem isso sem informar os órgãos responsáveis”, destacou o tenente Marcos Ribeiro Firmo, do 1º Batalhão da PM. “Conseguimos reunir 20 pessoas para fazer a limpeza do parque depois do evento”, frisou Phellipe.

Longe das tintas, houve quem criticasse e quem aprovasse a brincadeira. “Achei tudo de bom. O diferencial foi que juntou pessoas de várias faixas etárias”, resumiu a consultora de imóveis Maria do Carmo Alves Sena, 45 anos, que esteve no local para fazer uma caminhada. Contudo, o aposentado Iron Ferreira, 70, não viu o evento com bons olhos: “Até para sentar em uma cadeira tive que colocar um jornal embaixo para não sujar minha roupa”.


"Tive que deslocar serviços de rua para cá, porque só tínhamos quatro viaturas e quatro motos. Não é certo fazerem isso sem informar os órgãos responsáveis”

Marcos Ribeiro Firmo, tenente do 1º Batalhão da Polícia Militar


"Uma guerra pode ser sinônimo de felicidade também. Nos sentimos felizes por conseguir trazer tanta gente para cá"

Phellipe Barusco, 18 anos, organizador do evento
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