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UFMG elabora documento para explicar medidas tomadas contra trote polêmico

As explicações foram pedidas pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) que publicou moção de repúdio ao trote no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira

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postado em 08/04/2013 16:54

Estado de Minas

 

Trote polêmico aconteceu na Faculdade de Direito no fim de março (Reprodução/Facebook) 
Trote polêmico aconteceu na Faculdade de Direito no fim de março
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deve enviar nos próximos dias um documento para o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) para informar quais as medidas já foram tomadas para em relação ao trote polêmico que aconteceu na Faculdade de Direito. O caso ganhou repercussão nacional no fim de março deste ano, com duas fotos divulgadas em um perfil no Facebook que mostram uma estudante com o corpo pintado com tinta preta, acorrentada e puxada por um veterano. Em outra imagem, um jovem é amarrado em uma pilastra enquanto outros estudantes fazem a saudação nazista ao lado. Nesta segunda-feira, foi publicado, no Diário Oficial da União (DOU), uma moção de repúdio do conselho pedindo que a universidade tome as medidas cabíveis para apuração e penalização dos responsáveis. De acordo com a vice-reitora da UFMG, Rocksane Norton, a nota do Conselho foi confeccionada durante uma reunião em 20 de março e somente divulgado nesta segunda-feira. “A nota foi feita antes que a comissão tivesse tomado reconhecimento dos fatos. Estamos elaborando um documento explicando o que já foi feito em relação ao caso e devemos enviar para o Conselho nos próximos dias”, explica a vice-reitora. Uma comissão de sindicância foi criada em 19 de março para apurar as responsabilidades do trote com conotações racistas e referência ao nazismo. A comissão tem 30 dias para fazer a investigação ouvir os envolvidos e elaborar um parecer. “Se julgar necessário, a comissão pode pedir a prorrogação por mais 30 dias”, afirma Rocksane Norton. Caso fique comprovado os abusos por parte dos estudantes, eles poderão até ser expulsos da instituição. Na nota divulgada no DOU desta segunda-feira, o CNPIR considerou que a fotos dos estudantes “remete-nos à prática recorrente de menosprezo e depreciação da mulher negra”. Além disso destacou que “ a situação oportuniza a observação de diferentes elementos da ação racista, discriminatória: a depreciação da imagem da pessoa negra, que é representada como objeto de escárnio e menosprezo; a inferiorização e desumanização da estudante negra, pintada de piche e puxada pelo aluno branco por uma corrente atada ao pescoço da escrava.” Por fim o conselho cobrou uma ação efetiva da universidade: “considerando ainda que o Racismo é um crime inafiançável, o CNPIR exige que a UFMG tome as medidas cabíveis para a apuração e penalização dos responsáveis pelo ato de racismo cometido em uma de suas unidades de ensino.
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