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Pesquisadores brasileiros apresentam projetos inovadores em feira mundial

Uso de granola e de casca de ovo em cosméticos e práticas de vida saudável com aulas de educação física estão entre as propostas

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postado em 16/05/2013 19:28 / atualizado em 16/05/2013 20:58

Gustavo Aguiar

Luis Eduardo Selbach/Divulgação
Arizona, EUA - De olho em uma oportunidade de estudar fora do país, a brasileira Isabela de Moraes, 17 anos, não esperou entrar na universidade para ingressar no mundo acadêmico. Enquanto ela pesquisava as propriedades da casca de ovo e da granola como alternativas para o tratamento dermatológico, outros jovens cientistas espalhados pelo mundo investigavam maneiras de tornar a vida mais simples e prática.

Os 1,7 mil pesquisadores pré-universitários que, como Isabela, se destacaram em 2012 com projetos científicos em feiras de ciências no mundo todo estão reunidos em Phoenix para expor seus trabalhos na Intel Isef 2013, a maior feira de ciências e engenharia desse segmento no mundo.

Isabela viajou mais de 6 mil quilômetros para conseguir apresentar os resultados de seu projeto. "Descobri que os componentes usados na indústria de cosméticos para produtos que combatem a acne estão presentes na granola e na casca de ovo. Se a aplicação em humanos for possível reduzir os custos desses produtos em até 90%", explica.

Ao lado de Isabela, uma equipe de Porto Rico apresenta resultados de uma pesquisa envolvendo alergias respiratórias. Alguns passos adiante, um estudante da Taiwan expõe o método que desenvolveu para testar o potencial medicinal das plantas. Além deles, jovens vindos dos mais de 70 países, regiões e territórios participantes, como Alemanha, Quênia, Malásia, Eslováquia, Rússia, Argentina e México.

O Brasil participa com a quinta maior delegação, atrás apenas dos Estados Unidos, Porto Rico, Canadá e China. São, no total, nove projetos credenciados pela Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) de Porto Alegre (RS), nove pela Feira Brasileira de Ciência e Tecnologia (Febrace) e três licenciados pela Escola Americana de Campinas, de São Paulo, totalizando 21 projetos.

Variedade

A feira atrai universidades e instituições de ensino e pesquisa norte-americanas interessadas em desenvolver projetos de pesquisa inovadores e relevantes para o mundo científico. Neste ano, a Intel Isef vai premiar os melhores trabalhos com prêmios de somam o valor de US$ 4 milhões. São considerados projetos nas mais diversas áreas do conhecimento. Os mais de mil stands estão divididos em 17 categorias, como ciências biológicas, sociais, médicas e robótica.

De Pernambuco, Tulio Andrade, 17 anos, trouxe um estudo que busca melhorar o ensino e a prática da educação física nas escolas brasileiras. "Espero ajudar a desenvolver práticas de vida saudável por meio das aulas de educação física. É uma forma de criar nas crianças, desde muito cedo, a ideia de vida saudável", afirma.

As premiações começam a ser anunciadas na noite de hoje, com os projetos reconhecidos com menções honrosas. Amanhã, os jurados anunciarão os grandes ganhadores, com os prêmios mais importantes da feira. Túlio espera conquistar pelo menos um diploma de reconhecimento ainda hoje. "Se não ganhar nada, já terá valido à pena ter vindo. Não tive apoio de ninguém da escola de onde venho, me virei sozinho, e agora estou realizando meu sonho'', garante.
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