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CIÊNCIA OU FICÇÃO

Inspirada em Harry Potter, estudante está perto de inventar capa invisível

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postado em 17/05/2013 21:39 / atualizado em 20/05/2013 13:52

Gustavo Aguiar

Luis Eduardo Selbach/ Divulgação
Arizona, EUA - Fã confessa dos livros da série Harry Potter, da escritora britânica J.K. Rowling, a estudante norte-americana Julia Abelsky, 18 anos, desenvolve uma pesquisa para descobrir produto capaz de deixar qualquer superfície invisível ao olho humano.

"O conceito é usar um polímero chamado polimetilmetacrilato para criar uma substância líquida capaz de desviar as ondas de luz refletidas sobre a superfície do material" explica. Se depender dela, muito em breve será possível deixar qualquer objeto e, quem sabe, até mesmo uma pessoa, completamente invisível.

A substância pesquisada por Julia, o polimetilmetacrilato, é um composto químico formado por microesferas suspensas em coloide. O PMMA, como é conhecido, é comumente usado em tratamentos estéticos para preenchimentos, por exemplo, mas tem aplicações na ortopedia e na odontologia. "Nunca ninguém se interessou em pesquisar as propriedades óticas da substância. Eu sou a primeira", comemora Julia.

Julia conseguiu provar que o PMMA pode tornar invisível diversos materiais expostos a múltiplas frequências de ondas eletromagnéticas. A estudante conseguiu resultados positivos em faixas de frequências de micro-ondas, e de ondas infravermelhas, além de identificar diferentes níveis de refração negativa da luz que incide sobre o objeto em parte do espectro visível, na ordem de 550 nanômetros.

Ciência precoce
A primeira etapa do projeto de Julia foi selecionado pela Feira Internacional de Ciência e Engenharia Intel 2013 como um dos destaques de pesquisas pré-universitárias desenvolvidas ao longo de 2012 em todo o mundo.

A feira ocorre em Phoenix, capital do estado do Arizona, nos Estados Unidos, até sexta-feira. A atividade reúne cerca de 1,7 mil pesquisadores do ensino médio de mais de 70 países.

Entre eles, 21 projetos são do Brasil. Os jovens cientistas concorrem a cerca de US$ 4 milhões, entre bolsas de estudos e programas de incentivo à pesquisas de iniciação científica.

"A ciência criativa não tem limites, assim como a nossa imaginação. Essa é a receita para projetos surpreendentes como esse, que têm como base a ficção científica e a fantasia", avalia a diretora executiva da Intel Foundation, que organiza o evento, Wendy Hawkins.

A próxima etapa será ampliar o espectro em que o produto apresenta a propriedade capaz de tornar objetos invisíveis. Por causa da pesquisa, Julia ganhou 11 prêmios regionais, e agora representa os Estados Unidos na maior feira pré-universitária do mundo.

"Quando disse que queria estudar esse assunto, meus professores diziam que eu era louca, que invisibilidade não seria possível. Mas tudo que foi inventado só existe porque algum dia era impossível de existir", afirma.

Prestes a completar o ensino médio, no fim do mês, a estudante confessa que já recebeu propostas de bolsas de estudos de mais de 20 instituições universitárias, e precisa decidir até o meio do ano onde quer estudar.

O repórter viajou a convite da Intel
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