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VIOLÊNCIA »

Vítima reconhece agressor da UnB

Homem que atacou estudante em estacionamento da Faculdade de Tecnologia teria espancado outra mulher, na Asa Norte, no último dia 12

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postado em 21/06/2013 18:00 / atualizado em 21/06/2013 10:07

Manoela Alcântara

Um dia após uma aluna da Universidade de Brasília (UnB) denunciar as agressões sofridas no estacionamento da Faculdade de Tecnologia, outra mulher reconheceu o morador de rua Renato Pereira dos Santos, 20 anos, como o homem que a espancou em 12 de junho. A vendedora Ludmila Maciel de Oliveira, 27, saía de uma academia de ginástica, localizada na 408/409 Norte, por volta das 12h, quando o agressor desferiu um chute contra ela. Foi um pontapé alto, pegou no meu ombro. Caí no chão e ele veio para continuar a me bater, contou a jovem.

Sem motivo aparente, ele teria encarado Ludmila e começado a desferir os golpes.  olhar dele é assustador. São olhos vidrados. Ele não disse nada e começou a me bater, lembrou. Em seguida, Renato empurrou a moça contra um ônibus, o que agravou os ferimentos. Ele me jogou em cima do veículo. O motorista viu e parou para me ajudar. Se não fosse ele, teria ficado mais machucada, disse. As principais lesões foram nos braços da vendedora. Os hematomas e o inchaço ainda são visíveis, mesmo nove dias depois.

Ao ver as imagens do homem nas redes sociais, Ludmila ficou assustada. No dia das agressões, ela foi encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). No posto da Polícia Civil instalado na unidade de saúde, prestou depoimento e registrou um boletim de ocorrência. Na ocasião, ainda não sabia quem era o homem que tinha batido nela. Vou lá hoje (ontem) mudar o depoimento, identificar o agressor. Não quero que ele fique impune e faça isso a outras mulheres, explicou.

Ainda com dores de cabeça e sentindo tonturas em decorrência da pancada sofrida na última terça-feira, Poliana Romeiro Wanderley, 28 anos, tem o mesmo sentimento. Ela denunciou a agressão e pretende lutar para que o homem não volte a agredir ninguém. Ele disse que eu não seria a última mulher a ser agredida. Me sinto muito insegura em voltar para as aulas, disse. Poliana levou uma pancada na cabeça na Universidade de Brasília. Depois do susto, ela pretende processar a instituição de ensino. É dever deles garantirem minha segurança dentro do câmpus. A assessoria de imprensa da UnB afirmou que vai esperar ser comunicada judicialmente para se pronunciar.

Após bater em Poliana, Renato Pereira foi levado à Delegacia de Represssão a Pequenas Infrações, mas acabou solto em seguida. A Divisão de Comunicação da Polícia Civil informou que há somente uma queixa contra o agressor e que ele foi liberado mediante termo de compromisso de comparecimento à Justiça, conforme determina a lei. Solicitamos que as outras vítimas compareçam à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) para registrar o fato, para que, dessa forma, medidas jurídicas de cunho penal possam ser tomadas, pediu.

Grito de socorro

Por volta das 10h, Poliana, estudante do 1º semestre de museologia da UnB, foi agredida por Renato Pereira Santos com um pedaço de pau, no estacionamento da Faculdade de Tecnologia. Segundo ela, ele saiu de trás de um carro, e bateu nela com um porrete de 1,5 metro. Poliana pediu por socorro e os alunos que passavam pelo local correram atrás do agressor. Eles o seguraram até a chegada da Polícia Militar.


Memória

Sequelas da covardia

Em 13 de junho, o professor de inglês Pedro Tapajós, 42 anos, andava por uma calçada na Quadra 409 da Asa Norte, por volta das 9h30, quando um usuário de crack o atingiu no rosto com um pedaço de paralelepípedo. Ao cair, desnorteado, Pedro recebeu chutes do ladrão. O bandido queria dinheiro, mas não encontrou e se contentou em levar apenas o celular. O agressor fugiu depois que uma mulher, horrorizada com a cena, começou a gritar. A violência resultou em 11 pontos ao redor do olho direito, fratura da mandíbula e o risco de a vítima perder a visão. Pedro Tapajós tinha acabado de fazer uma caminhada e voltava para casa, na 210 Norte, quando foi atingido.
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