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UnB lança Escola de Formação da População em Situação de Rua

Iniciativa visa orientar catadores e moradores de rua sobre seus direitos e fornecer apoio a movimentos sociais

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postado em 04/07/2013 19:08

Agência UnB

A Escola de Formação Permanente para o Protagonismo do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPSR) é o novo programa de extensão da Universidade de Brasília. O projeto visa fortalecer a luta da população que vive nas ruas pela democratização do acesso a seus direitos nas esferas governamentais e na sociedade civil. A solenidade de lançamento ocorreu na última quarta-feira (3), no auditório Dois Candangos da Faculdade de Educação (FE).

A iniciativa partiu da pesquisadora Rose Barboza, uma das coordenadoras do projeto, em parceria com a professora Maria Lúcia Leal, do Departamento de Serviço Social (SER). Em abril de 2012, ocorreram os primeiros encontros. A partir daí, formou-se a equipe composta por seis estagiários do curso de Serviço Social, duas coordenadoras e um auxiliar administrativo. “Pensamos na realização do projeto em Brasília justamente por ser um dos lugares no Brasil onde há maior desigualdade”, explica Rose. Atualmente, o projeto auxilia 20 pessoas do MNPSR e organiza encontros quinzenais no campus Darcy Ribeiro e na Faculdade UnB Ceilândia (FCE).

O processo de construção das ideias é baseado no Método Paulo Freire, no qual o objetivo é que a experiência das pessoas, seja na catação de lixo ou na vivência na rua, possa ser utilizada como forma de conteúdo nas aulas, oficinas e debates. “Há também espaço para que elas possam discutir direito, políticas públicas como moradia, saúde e educação”, afirma Rose. “Também queremos mudar um pouco essa ideia de um público refém do assistencialismo. São sujeitos que possuem direitos, que devem ser respeitados”, completa.

Uma das dificuldades apontadas pela professora Maria Lúcia Leal é o fato de o projeto terminar no final de 2013. “Estamos articulando e mobilizando, dentro e fora da UnB, a possibilidade de um colegiado que possa se responsabilizar pela permanência da escola de formação”, explica a professora. “A cidadania não se faz só no campo da assistência, mas da saúde, da educação, da ciência, da política e dentro do tripé da universidade. Queremos conseguir parceiros nessa iniciativa”, aponta Maria Lúcia.

Para a estudante do 6º semestre de Serviço Social e estagiária na Escola de Formação Árina Cynthia, é em projetos como esse, de extensão e auxílio à população, que a universidade cumpre sua função social. Para ela, participar do programa tem gerado experiência tanto para os moradores de rua quanto para os colaboradores. “Tem sido um processo enriquecedor para mim, que sou da Ceilândia. Existem histórias fortes ali e a gente vê realmente que tudo isso tem valido a pena, para ambos os lados”, completa a estudante.

O projeto conta com a parceria do Núcleo de Estudos da Infância e da Juventude (NEIJ), do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) e do Grupo de pesquisa sobre Tráfico de Pessoas, Violência e Exploração Sexual de Mulheres, Crianças e Adolescentes (Violes), do Departamento de Serviço Social (SER), em parceria com o Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) e com o apoio do Programa de Extensão Universitária da UnB (PROEXT), sob a coordenação da professora Maria Lúcia Leal.
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