ENSINO SUPERIOR »

Artes ganharão complexo na UnB

Instituto que funciona de forma improvisada terá quatro edifícios para os cursos de desenho industrial, artes visuais, cênicas e música. Mas ainda não há verba para as obras

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 08/07/2013 18:00 / atualizado em 08/07/2013 11:27

Mariana Laboissière

Ed Alves

Depois de o Correio denunciar a situação de abandono dos espaços destinados aos cursos de artes da Universidade de Brasília (UnB), o Conselho Universitário (Consuni) da instituição definiu, durante uma reunião, o terreno para a instalação do novo Instituto de Artes (IdA) no câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte. A área de 37 mil metros quadrados, chamada de SS-12, fica perto da L4 Norte, em frente ao Beijódromo.

As discussões sobre o assunto começaram em 2012, quando o Conselho de Administração (CAD) da UnB realizou uma votação para definir a destinação do local. Na ocasião, ela acabou reconhecida ao IdA. Mas o Instituto de Física entrou com um recurso alegando que o espaço seria mais adequado à instalação de uma área tecnológica. O resultado da contestação foi divulgado agora em favor do Instituto de Artes.

Até que se chegasse à planta atual do complexo, foram feitos três projetos para a construção do Instituto de Artes. O mais recente deles é de meados de 2006 e envolve a edificação de quatro blocos. Eles serão destinados aos cursos de desenho industrial, artes visuais, música e artes cênicas. Há 20 anos, a maioria deles funciona em locais improvisados, destinados ao almoxarifado da instituição (leia Memória).

O curso de desenho industrial será o primeiro a ganhar novas instalações. No entanto, ainda não há recursos para a execução da obra. A UnB alegou, por meio da assessoria de comunicação, ainda não ter verba para tal. “A nossa luta é antiga. Desde 1997, buscamos um espaço. Temos o projeto e o terreno. Agora, só falta o dinheiro”, disse a chefe do Departamento de Desenho Industrial da UnB, Shirley Queiroz.

 

Arquitetura

A fim de conseguir a quantia necessária para construir o primeiro bloco, a direção do IdA planeja buscar recursos dentro e fora da Universidade de Brasília. É o que explica Izabela Brochado, à frente do Instituto de Artes. “Achamos que a instituição deve tentar atender a nossa demanda, mas, caso isso não seja possível, vamos apostar em outros meios, como emendas parlamentares e até a Lei Rouanet (de incentivo à cultura)”, detalhou.

Estudo apresentado por Alberto de Farias, diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer (Ceplan) — responsável pela organização arquitetônica da universidade —, mostrou que o IdA integra conjunto projetado pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Lelé Filgueiras nos anos 1960. Segundo esse levantamento, o corredor das Artes, no câmpus da Asa Norte, estaria integrado com a Praça Maior, formada pela reitoria, pelo museu e pela biblioteca.

Memória

 


Aulas no
improviso
No início de junho, o Correio mostrou a falta de estrutura adequada do Instituto de Artes (IdA) da UnB, sem espaços, por exemplo, para teatro e ateliês (veja fac-símile). A diretora do departamento, Izabela Brochado, revelou que, para driblar as falhas, os locais destinados aos educadores foram transformados em salas de aula. O único curso que conta com um espaço próprio é o de artes cênicas, mas o prédio sofre com constantes inundações. O problema levou ao fechamento do Teatro Helena Barcelos e de uma das salas de exposição. Hoje, o lugar que deveria servir de palco funciona como depósito. Com 10 cursos oferecidos nos períodos diurno e noturno, o IdA abriga cerca de 1,8 mil universitários em três prédios improvisados.

 

Tags: