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Programa Mais Médicos tem 11.700 inscritos até esta quarta-feira

Do total de cadastrados, 9.366 se formaram no Brasil e 2.335 no exterior

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postado em 17/07/2013 17:12 / atualizado em 17/07/2013 17:53

O programa Mais Médicos, do governo federal, já tem 11.700 médicos e 753 municípios inscritos até esta quarta-feira (17/7), segundo informações do Ministério da Saúde. Do total de profissionais cadastrados, 9.366 se formaram no Brasil e 2.335 no exterior, 10.786 são de nacionalidade brasileira e 915 estrangeiros. O balanço completo sobre foi divulgado esta tarde pelo ministério.

Lançado pela presidente Dilma Rousseff na semana passada, o programa ampliará a presença de médicos em regiões carentes, como municípios do interior e periferias de grandes cidades. Profissionais brasileiros terão prioridade para participar da iniciativa, que vai beneficiar cada integrante com bolsa de R$ 10 mil. Médicos estrangeiros terão de realizar treinamento em universidades brasileiras antes de começarem a trabalhar. Só serão selecionados médicos que atuam em países que tenham mais de 1,8 médicos por mil habitantes, com registro comprovado naquele país e que tenham conhecimento da língua portuguesa. Os participantes serão acompanhados por instituições públicas de ensino.

As inscrições para programa seguem abertas até 25 de julho e podem ser feitas pelo site do Ministério da Saúde: www.saude.gov.br. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os municípios ao se inscreverem devem indicar a unidade de saúde em que há falta de médicos na sua região. “Estamos acompanhando diariamente as inscrições de médicos e municípios. Temos um cadastro que mostra a infraestrutura das unidades básicas de saúde e, além de checarmos isso, os municípios tem que aderir aos programas do Ministério da Saúde para melhorar sua infraestrutura”, afirmou Padilha.

Denúncias
Para verificar o real interesse dos médicos em participar da iniciativa, a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde entrará em contato com os profissionais que já se inscreveram no programa e que apresentem inconsistência no cadastro. A medida foi tomada após o ministério receber uma série de denúncias relatando que grupos têm utilizado as redes sociais para disseminar propostas para inviabilizar e atrasar a implementação da chamada de profissionais. A ideia destes grupos seria gerar um alto número de inscrições formais e, posteriormente, provocar uma desistência em massa, prejudicando os reais interessados na participação da iniciativa.

“O primeiro interesse que tem que ser atendido é o interesse da população, sobretudo aquela que não tem médicos perto de onde vive e trabalha. Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa, mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, ressaltou Padilha. Diante das denúncias, o Ministério da Saúde já pediu o acompanhamento pela Polícia Federal das inscrições no programa.

Com informações do Ministério da Saúde

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