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Ministérios farão proposta de residência obrigatória no SUS

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postado em 24/07/2013 17:15 / atualizado em 24/07/2013 17:34

 Foto: Arquivo/MEC
Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, informaram, na manhã desta quarta-feira, 24, que as pastas apresentarão proposta ao Conselho Nacional de Educação (CNE) para que estudantes de medicina, ao término do sexto ano de curso, façam dois anos de residência obrigatória no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com eles, essa medida promoveria a universalização da residência médica. “Os dois anos de residência obrigatória resolveriam questões como a falta de médicos no SUS e dariam a oportunidade de residência a todos os estudantes”, disse Mercadante. Ele também ressaltou que a proposta deverá acarretar mudanças nas diretrizes curriculares dos cursos de medicina, que ainda serão debatidas pelo CNE.

Para o ministro da Saúde, é necessário que os médicos recém-formados tenham a experiência de trabalhar na rede pública. “O estudante que se forma hoje tem pouquíssimo contato com os pacientes, já que os estágios práticos são curtos. Sabemos a importância desse processo de formação”, destacou Padilha.

Em sua exposição, Mercadante detalhou ainda as medidas do Governo Federal para a desconcentração da oferta de cursos de medicina, que hoje se concentra em 57 municípios. A proposta da pasta é de que mais 60 municípios brasileiros passem a contar com cursos na área. Ele frisou ainda que a expansão deve ser articulada com outras ações. “Não basta desconcentrar a expansão. Precisamos de outras políticas públicas para fixar esses médicos recém-formados”, afirmou.

Entre 2000 e 2011, o número de concluintes em cursos de medicina passou de 8.004 para 14.634. A quantidade de matrículas também cresceu: de 55.486 para 108.033, no mesmo período. O número, de acordo com os ministros, ainda é baixo para atender à quantidade de vagas que serão criadas.

Revalida – Mais de1 mil pessoas já se inscreveram no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). De acordo com o ministro da Educação, uma amostra de estudantes brasileiros deve participar da mesma avaliação destinada aos que obtiveram diploma no exterior, como pré-teste. “Queremos um exame que não seja nem mais nem menos rigoroso do que se espera de um estudante concluinte de medicina no Brasil.”
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