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UnB apresenta alternativas

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postado em 31/07/2013 16:00 / atualizado em 31/07/2013 12:35

Bruno Peres
A Universidade de Brasília (UnB) elaborou documento com propostas de alterações para a medida provisória que instituiu o Programa Mais Médicos. A Faculdade de Medicina da instituição posicionou-se contrária ao aumento de dois anos na duração do curso de medicina e à possibilidade de contratação de estrangeiros sem a revalidação do diploma. A universidade, porém, apoia medidas de estímulo à ida de médicos para o interior, mas critica a forma que o governo escolheu para atingir esse objetivo.

O diretor da Faculdade de Medicina, Paulo César de Jesus, também criticou os critérios de contratação previstos na MP. Ele defende que essa seleção se dê por meio de concurso público. No documento entregue ao reitor da universidade, Ivan Camargo, que será encaminhado aos ministérios da Saúde e da Educação, a faculdade considera a contratação proposta na Medida Provisória 621 “uma forma de precarização do trabalho médico”.

Críticas

Outras universidades também se posicionaram em relação às medidas do governo. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), pelo menos nove instituições de ensino superior se declararam contra a proposta. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) publicou nota na qual critica, entre outros pontos, a inclusão de um segundo ciclo de ensino na formação acadêmica dos médicos. Muitas instituições reclamam abertamente que o governo agiu sem dialogar previamente com a academia. Em nota, a Unifesp “expressa seu repúdio a decisões que interferem na graduação de alunos de medicina sem ampla discussão prévia com as escolas médicas, entidades formadoras e comprometidas com a saúde no Brasil”.

A Faculdade de Medicina da USP divulgou nota em que defende a retirada da MP da pauta do Congresso Nacional. A instituição critica a criação de 11 mil vagas nos cursos de medicina, também prevista no programa, considerada uma “atitude temerária”. As universidades federais de Goiás (UFG), da Bahia (UFBA) e do Rio Grande do Norte (UFRN) também se manifestaram contrariamente ao programa do governo federal.

Revalida dobra o
número de inscritos

Terminou ontem o prazo de inscrições para o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). Balanço divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostra que, até segunda-feira, 1,6 mil pessoas se candidataram, quase o dobro em relação ao ano passado, que teve 884 candidatos a exercer a profissão no Brasil. Do total de inscrições, 873 (53,3%) são de brasileiros. O Revalida será aplicado no próximo dia 25. Como o índice de reprovação gira em torno de 90%, este ano, o governo decidiu aplicar o teste também para estudantes brasileiros, com o objetivo de calibrar o grau de dificuldade do certame.
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