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Governo desiste de aumentar em dois anos curso de medicina

Tempo extra, de dois anos, será aproveitado para residência médica. Especialização deverá ser universalizada e obrigatória até 2017

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postado em 31/07/2013 17:03 / atualizado em 31/07/2013 17:20

Gustavo Aguiar

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou, nesta quarta-feira (31), que o governo federal desistiu de ampliar de seis para oito anos a formação em medicina no Brasil. Como uma das medidas mais controvérsias do Programa Mais Médicos, a proposta era de que os dois anos a mais seriam destinados à residência médica obrigatória, cumprida integralmente em uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança prevê que o período seja aproveitado para residência médica facultativa.

Pela nova proposta, o curso de medicina terá duração de seis anos. Depois desse período, quem quiser fazer a residência — que vale como uma especialização — terá de trabalhar obrigatoriamente na rede SUS. A mudança surgiu de uma proposta apresentada ao Ministério da Educação (MEC) por uma comissão de especialistas que analisa o programa.

Segundo o relatório da comissão, "o curso de medicina deve manter a sua integralização em seis anos", e "o projeto pedagógico deverá contemplar a valorização e fortalecimento do SUS", destaca o documento. A previsão do governo é de que até 2017 a residência médica seja considerada obrigatória e universalizada. Assim, quem quiser se formar como clínico geral terá de se especializar na área.

Dessa maneira, o período de residência deverá durar dois anos: no primeiro, o médico precisará atuar na área de atenção básica dentro da especialidade em que se graduou — clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, medicina de família e comunidade ou psiquiatria. No segundo ano, ele fará formação complementar, que também deve ser por meio do SUS.
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