SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS »

UnB é quarta do ranking

Em dois anos, a instituição teve 1.359 alunos contemplados com bolsas do programa federal. Fica atrás somente de USP, UFMG e UFRJ. O objetivo, segundo o reitor, é subir na lista

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 14/08/2013 18:00 / atualizado em 14/08/2013 12:26

Grasielle Castro /Correio Braziliense

Iano Andrade
A Universidade de Brasília (UnB) é a quarta instituição de ensino superior que mais envia alunos para estudar no exterior pelo Ciência sem Fronteiras. Em dois anos, a federal candanga mandou 1.359 alunos a países, como Estados Unidos, Austrália e Canadá. O topo do ranking é dominado pela Universidade de São Paulo (USP), com 2.444 estudantes contemplados, seguido das federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ).

A expectativa da UnB é avançar rumo à liderança. O reitor da instituição, Ivan Camargo, explica que o resultado positivo se deve ao esforço que tem sido feito para estimular os estudantes a aproveitarem essa oportunidade. “Achamos muito importante ter essa experiência, e os resultados são muito satisfatórios. Vamos continuar incentivando nossos alunos e esperamos estar entre as primeiras posições”, comenta.

Já no ranking das unidades da federações, o Distrito Federal é a oitava colocada, com 1.614 estudantes bolsistas. O topo segue dominado por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar de listar as instituições, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explica que o que conta é a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “O critério não é a universidade, é a nota no Enem. O aluno pode ter entrado em qualquer universidade, pública ou privada, de qualquer lugar. É a nota dele que vale”, frisa. É requisito que o estudante tenha obtido pelo menos 600 pontos no exame para participar da seleção.

Aluno de engenharia elétrica da UnB, Pedro Nehme foi bolsista do programa no ano passado e escolheu o destino mais concorrido, os Estados Unidos. O jovem de 21 estudou na Catholic University of America, em Washington, por um ano e fez estágio na Agência Espacial Americana (Nasa). Ele conta que escolheu uma instituição norte-americana pela cultura universitária do país, pela infraestrutura. “E também por causa dos professores, que têm uma didática diferente e uma forma muito empreendedora de ensinar. Ainda acredito que os Estados Unidos são um dos melhores lugares para estudar. Gostei bastante. A experiência foi extremamente enriquecedora”, pontua.

Logo após os Estados Unidos, os países mais disputados são França, Canadá e Reino Unido. Desde abril, as bolsas para Portugal e Espanha, que contavam com grande procura, foram suspensas. Mercadante enfatiza que também faz parte do objetivo do programa que os estudantes aperfeiçoem a segunda língua.

Estudo e estágio

Lançado em 2011 com a meta de atingir 101 mil estudantes até 2014, o Ciência sem Fronteiras concedeu 43.609 bolsas para graduação, doutorado e pós-doutorado até agora. Apesar de já ter concluído 102% do objetivo para este ano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destaca a especificidade de estar acima da meta na graduação e abaixo no doutorado pleno, que é um programa mais elaborado. Nos cursos de graduação, o estudante pode exercer atividade acadêmica e estagiar. Além da Nasa, o Brasil tem convênio com empresas, como a General Motors e a General Electric (GE).
Tags:

publicidade

publicidade