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UnB nega pedido de estudantes, e ocupação em sala do Minhocão continua

Universitários que dependem da moradia estudantil querem que instituição mantenha financiamento de apartamentos enquanto a Casa do Estudante não fica pronta. Ocupação já dura mais de 24 horas.

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postado em 15/08/2013 12:01 / atualizado em 16/08/2013 15:36

Gustavo Aguiar

Cerca de 20 estudantes continuam acampados em uma sala de aula da Ala Sul, no Instituto Central de Ciências da Universidade de Brasília (ICC Sul da UnB). São jovens que dependem da moradia estudantil, mas que correm o risco de serem despejados dos apartamentos em que atualmente habitam. A sala de aula foi ocupada no final da tarde de quarta-feira (14) como forma de protesto. Integrantes do movimento participaram na manhã de quinta-feira (15) de uma reunião do Conselho de Administração (CAD), mas tiveram negado o pedido de que a UnB reavalie a decisão de despejá-los.

Heitor Claro, 27 anos, é aluno de economia e um dos participantes do movimento. Ele destaca que o protesto também reivindica melhorias nos benefícios que são atualmente oferecidos para os estudantes da assistência estudantil. "É um protesto que luta por causas coletivas. Um apartamento a menos significa uma vaga a menos para um estudante de baixa renda que chega na universidade. Os alunos que chegam têm que esperar mais de dois meses para ter resultado de uma bolsa. Enquanto esse resultado não sai, aonde esses estudantes vão morar?”, questiona o estudante.

Acampados na sala BT-260 do Minhocão, os alunos têm tomado banho e se alimentado nas dependências da universidade. "Estamos abrigando calouros que chegaram e não têm onde morar", acrescenta Heitor.

A universidade mantém 12 apartamentos alugados desde o início da reforma da Casa do Estudante Universitário (CEU), em 2011. Na última semana, o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) decidiu rescindir o contrato de três imóveis por considerar abusivo o aumento no preço dos aluguéis. Os representantes da Associação de Moradores da CEU, no entanto, negam que o aluguel dos imóveis tenha encarecido desde então, e acusam a instituição de superfaturamento nas contas destinadas ao pagamento do serviço.

Na próxima segunda-feira (19/8), os estudantes se reunirão com o reitor da universidade, Ivan Camargo, para discutir o assunto. "Vamos agora acionar o Ministério Público. Abusivo é o que eles querem fazer conosco. Enquanto a CEU não estiver pronta, a manutenção desses apartamentos é fundamental para os alunos que dependem da moradia estudantil continuem frequentando a universidade", destaca Heitor Claro, 27 anos, aluno de economia e um dos participantes do movimento.

De acordo com a decana de assuntos comunitários, Denise Bomtempo, a universidade não pretende desocupar todos os apartamentos alugados. "A universidade pretende rescindir o contrato apenas com três dos 12 apartamentos alugados atualmente. Foi uma medida administrativa, pois a empresa que alugou os imóveis aumentou o valor dos contratos. Esses estudantes não estão com problemas, pois eles podem escolher ir para apartamentos que possuem vagas ou receber a pecúnia para alugar por conta própria", explicou a decana.

Dos 32 estudantes que moram em imóveis alugados pela universidade, seis estudantes terão que ser realocados. Outros 409 alunos da assistência optaram por receber o auxílio moradia, no valor de R$ 530.

Ivan Camargo, reitor da UnB, afirmou que a universidade avaliará as denúncias de superfaturamento feita pelos estudantes. "Qualquer denúncia feita deve ser encaminhada para nossa administração. Não estou sabendo desse superfaturamento, mas se isso estiver acontecendo, a universidade não compactuará. Espero que os estudantes apresentem os documentos na reunião do CAD para avaliarmos a situação”, afirmou Camargo.

A reunião do CAD tratou de outros assuntos envolvendo a assistência estudantil, como o valor da bolsa moradia e a isenção de pagamento no Restaurante Universitário (RU) para os estudantes em vulnerabilidade social.

 

 

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