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Poucas vagas e insegurança

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postado em 20/08/2013 16:00 / atualizado em 20/08/2013 10:49

Edilson |Rodrigues
A página “Os piores motoristas da UnB”, aberta em uma grande rede social, tem os registros de 13 veículos parados em cima ou muito longe do meio-fio, atrás de outro carro ou impedindo a passagem. Na imagem mais recente, um único automóvel ocupa duas vagas da Biblioteca Central dos Estudantes (BCE). Nos comentários, há espaço para risadas, ataques, defesas e, principalmente, ironias. “Nem sei o que um cidadão desse faz em uma biblioteca...”, lamenta um aluno.

A reportagem circulou ontem pelos principais estacionamentos do Câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, para verificar a demanda e a oferta de vagas. Não é difícil flagrar irregularidades e a falta de bom senso dos condutores. A inauguração dos prédios do Instituto de Ciência Política e de Relações Internacionais (IPOL/IREL) e dos Departamentos de Ciência da Computação e de Estatística (CIC/EST), no fim do ano passado, aumentou o fluxo de veículos nos pavilhões João Calmon e Anísio Teixeira. Um espaço improvisado, de grama, brita e terra fica ao lado do CIC/EST e abriga, no máximo, 50 veículos. Para quem frequenta o local, a quantidade é insuficiente e não há iluminação. “Levaram parte do meu som e as quatro rodas do carro de uma amiga. Não é seguro”, reclama o estagiário Rui Costa, 20 anos.

Nos ICCs Sul e Norte, os espaços para carga e descarga e para ambulância também são ocupados de forma irregular. “Ninguém respeita. Todo dia é assim, sem vagas. Infelizmente, tenho de parar de forma ilegal para descer com a mercadoria”, desabafa o dono de lanchonete Felipe Abrão. A falta de segurança também aparece como justificativa para quem estaciona de forma errada. O estudante de física Felipe Alves para no local de carga e descarga há cerca de um ano. “Furtaram o meu carro duas vezes. Levaram som, estepe e tudo o que tinha dentro. Prefiro levar multa do que correr risco”, alega.

O prefeito do câmpus da Asa Norte, Marco Aurélio, reconhece o problema. “Faltam vagas em dias e em horários específicos, mas existem pessoas que não querem caminhar alguns metros a mais. Haverá uma campanha educativa, no fim do mês, e estamos fazendo a manutenção dos postes de iluminação”, revela. (AM)

 

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