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Instituições historicamente negras dos EUA querem parceria com a UnB

Universidade de Brasília comemora cinquentenário do discurso histórico de Martin Luther King em encontro com representantes de universidades norte-americanas

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postado em 30/08/2013 15:19 / atualizado em 30/08/2013 16:01

Agência UnB

Mariana Costa/UnB Agência
O avanço das ações afirmativas da Universidade de Brasília para a igualdade racial foi o foco do encontro entre professores da UnB e representantes de 17 universidades e instituições Comunitárias de Ensino Superior Historicamente Negras (HBCU, na sigla em inglês). No encontro, os docentes da UnB defenderam a aproximação entre as instituições e a implantação de programas de intercâmbio direcionados a alunos e professores negros. A reunião aconteceu em data simbólica: 28 de agosto, última quarta-feira, cinquentenário do discurso do ativista negro Martin Luther King, em Washington.

A comitiva americana está no Brasil desde a semana passada em busca de acordos de cooperação. “Nós precisamos construir os próximos dez, vinte anos, e vocês são fundamentais nessa parceria”, argumentou o professor Ivair Augusto Alves dos Santos sobre o futuro das cotas raciais na UnB. Ivair é coordenador do Centro de Convivência Negra (CCN/UnB) e liderou o encontro com as HBCUs. O professor citou o pioneirismo da UnB em relação às cotas raciais no Brasil e apontou a necessidade de um avanço célere para as ações afirmativas da instituição.

Ao final do encontro, os docentes da UnB indicaram Nelson Fernando Inocêncio da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, e José Leonardo Ferreira, do Instituto de Física, para comporem uma comissão de articulação para os acordos entre UnB e HBCUs.

O professor José Leonardo Ferreira avaliou positivamente a reunião. “Foram apresentados detalhes importantes sobre o programa de colaboração, e o trabalho que as universidades norte-americanas estão fazendo”, destacou. O professor ainda defendeu a possibilidade de professores brasileiros e norte-americanos fazerem parte do convênio, o que, segundo o cientista, ajudaria a UnB a melhorar seus programas para inclusão de minorias.
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