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Estudantes de medicina em greve

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postado em 03/09/2013 16:00

Os estudantes de medicina da Universidade de Brasília (UnB) paralisaram as atividades na tarde de ontem. No total, 474 alunos não assistirão às aulas nem prestarão serviço no Hospital Universitário de Brasília (HUB) em atividades primárias ou de alta complexidade. Eles querem que a instituição reveja os contratos cancelados por determinação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), responsável pelo deficit superior a 800 pessoas na unidade de saúde. A medida seria uma alternativa até a realização de concurso público pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no próximo mês. O edital está aberto.

Para chamar atenção da população, cerca de 100 jovens interditaram as três faixas de acesso à L2 Norte, em frente ao hospital, munidos de faixas, cartazes e equipamentos musicais. Apenas motoristas de ônibus estavam autorizados a passar. Os demais condutores tiveram de fazer o retorno e buscar caminhos alternativos.

O estudante do 7ª semestre e representante do Centro Acadêmico de Medicina Deyne Morais reclama que a falta de pessoal prejudica as atividades de assistência e de ensino. Segundo ele, o problema forçou o fechamento de alas importantes do HUB como a maternidade e a unidade de terapia intensiva (UTI). “Estamos numa situação tão crônica, que estão faltando anestesistas. Na enfermaria de doenças infectoparasitárias, tem apenas um paciente internado”, contou.

Reunião entre representantes dos alunos, do HUB, da Ebserh e do MPDFT está marcada para o próximo dia 10. A expectativa é de que os órgãos revejam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado no ano passado, no qual a UnB se comprometeu a não contratar mais funcionários temporariamente, pois isso não garantiria a remuneração adequada e os direitos trabalhistas dos empregados.

O superintendente do HUB, Hervaldo Sampaio Carvalho, classificou a reivindicação como “adequada”. Ele admitiu que o hospital passa por um período de transição em relação aos recursos humanos. “Como o concurso fechou a possibilidade para novas contratações e as pessoas estão pedindo demissão, está faltando gente para trabalhar. Estamos fazendo diversas reuniões para achar uma solução para esse problema. Se não conseguirmos resolver a curto prazo, isso pode prejudicar a entrada de novos vestibulandos”, explicou.
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