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Participantes de audiência divergem sobre falta de médicos no Brasil

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postado em 04/09/2013 11:51 / atualizado em 04/09/2013 11:51

Agência Senado

Os participantes da audiência pública promovida na terça-feira (3) pela comissão especial que analisa a Medida Provisória (MP) 621/2013, que criou o programa Mais Médicos, divergiram sobre a falta de médicos no Brasil.

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, afirmou que não há carência de médicos, e sim de infraestrutura para que esses profissionais atuem, como hospitais e material adequado para atender os pacientes. Ele reafirmou que o conselho não é contra a vinda de médicos estrangeiros para o país, desde que passem por um "exame de avaliação próprio e eficiente".

Por outro lado, o diretor-geral do Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, Henrique Duarte Prata, afirmou que existe carência de médicos. Ele informou que não consegue contratar médicos para atuar, por exemplo em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Falta especialista

Prata administra quatro hospitais que tratam de câncer, onde são atendidas mais de 5 mil pessoas por dia por meio do Sistema Único de Saúde.

- Em Campo Grande, existe o hospital, mas 50% das vagas para médicos especialistas estão ociosas. Não conseguimos preenchê-las - afirmou.

O senador Humberto Costa (PT-PE) elogiou a MP, destacando que é uma proposta de formação de médicos que visa o curto, o médio e o longo prazos.

- A proposta vem com esse espírito - destacou.

Ele também afirmou que o problema da saúde no país não é de infraestrutura.

- Os médicos do programa Mais Médicos vão atuar na atenção básica à saúde, no pré-natal, no acompanhamento do processo de vacinação, no acompanhamento a hipertensos. Isso não requer questões estruturais.

Humberto Costa também afirmou que o exame Revalida, que avalia a proficiência de médicos formados no exterior, não se encaixa no programa Mais Médicos, uma vez que serão contratados para atuar apenas na atenção básica e em locais indicados pelo governo por prazo determinado.

 

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