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Cepe formaliza programa de mestrado e doutorado no campus Ceilândia

Obedecendo a trâmites internos da administração, conselho legitimou, em votação unânime, o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia em Saúde, aprovado pela Capes desde 2010

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postado em 06/09/2013 18:30

Agência UnB

Na reunião de nº 152 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade de Brasília (UnB), realizada nesta ultima quinta-feira (5), foi validado o projeto, estabelecido no campus Ceilândia, que cria a primeira Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia em Saúde (PGCTS) na UnB.

O programa interdisciplinar que abrange os níveis de mestrado e doutorado foi aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em 2010 e recebeu conceito 4, numa escala que vai de 1 a 5. As primeiras turmas do programa fizeram a defesa das dissertações há dois meses. Veja notícia aqui.

"Isso mostra que se tem um potencial instalado no campus Ceilândia, em termos de corpo docente. Tenho certeza que já estão colhendo os frutos", disse a vice-reitora, Sônia Báo, que presidiu a assembleia. Segundo a professora Cristina Célia Silveira Brandão, do Departamento de Engenharia Civil, os cursos de pós-graduação são fundamentais para a consolidação dos novos campi. "Temos que continuar motivando nossos colegas a ter vida própria, que não fiquem dependendo dos programas de pós-graduação do campus Darcy Ribeiro", disse.

CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS
Os membros do colegiado votaram ainda, em uníssono, a necessidade de enviar carta à Capes manifestando desacordo à medida que restringe o ingresso dos estudantes da UnB ao programa Ciência Sem Fronteiras. O pedido partiu do Instituto de Biologia, em carta lida durante a reunião do colegiado.

O documento alertou que a partir deste ano, candidatos interessados em participar do intercâmbio estudantil deverão obter, no mínimo, 600 pontos na prova do Enem. Anteriormente, o mecanismo de avaliação era utilizado apenas como critério de classificação e não exigência ao ingresso no programa.

A medida inviabiliza a participação de parte dos estudantes da UnB que entram na instituição pelo vestibular realizado no meio do ano. "É uma regra republicana. É mérito, e o mérito tem de ser isonômico. É o desempenho no Enem o critério de acesso. Não vai ter privilégio", justificou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, frente às críticas à nova regra. Mas os membros do colegiado discordam. "Essa medida do governo pode até entrar em conflito com a Lei de Cotas [nº 12.711/2012]", lembrou o decano de Ensino de Graduação, professor Mauro Rabelo.

A UnB é a quarta universidade do país com o maior número de alunos inseridos no programa Ciência Sem Fronteiras. "Em 2012, conseguimos encaminhar 289 estudantes. Em 2013, até o momento, foram 1.237", informou a vice-reitora da UnB, Sônia Báo, no início da assembleia. Os números devem ser mencionados no documento a ser entregue à Capes.

OUTROS ASSUNTOS 
A decana de Assuntos Comunitários (DAC), professora Denise Bomtempo, aproveitou a reunião do conselho para apresentar alguns dados sobre a política de assistência estudantil da UnB. “Não só para mostrar os problemas, mas para que a comunidade possa saber e divulgar, além de nos encaminhar os casos que detectam de estudantes em situação de vulnerabilidade”, disse Denise.

Um dos problemas ao qual a decana se referiu é a ocupação de uma das salas do Instituto de Física (IF), há mais de 20 dias, por um grupo de estudantes do recém-criado Centro Acadêmico da Assistência Estudantil (Cassis), movimento ainda não institucionalizado. Veja mais aqui. "A gente está tentando fazer o que é possível para que essa sala seja inserida na nossa missão, que é ensino, pesquisa e extensão", disse a professora Sônia Báo.

Outro anúncio feito no transcorrer da reunião tratou da greve dos estudantes do curso de Medicina da UnB. "Estamos negociando com a Secretaria de Saúde do DF para ver qual saída poderemos dar", anunciou a vice-reitora. Segundo o coordenador do Centro Acadêmico do curso (Camed), Danilo Aquino Amorim, os estudantes só retornarão às aulas quando a escassez de profissionais do Hospital Universitário (HUB) for resolvida.
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