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Aula inaugural reúne alunos e profissionais no campus de Ceilândia

Entidades representativas e órgãos de classe falaram aos novos graduandos

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postado em 11/09/2013 15:17 / atualizado em 11/09/2013 15:24

Agência UnB

Mariana Costa/UnB Agência
O auditório da Faculdade UnB Ceilândia (FCE) foi tomado por futuros fonoaudiólogos. Na tarde desta ultima segunda-feira (9), o campus realizou a aula inaugural do curso de Fonoaudiologia, que agora se soma às 170 graduações oferecidas pela Universidade de Brasília (UnB). Os 35 alunos da primeira turma participaram da atividade, que reuniu representantes dos conselhos federal e regional de Fonoaudiologia e da Associação Profissional dos Fonoaudiólogos do Distrito Federal.

"Esse é o primeiro curso de Fonoaudiologia oferecido por uma instituição pública da região de atuação do Crefono 5", contou a coordenadora da graduação, Tatiana Lavich. O Crefono 5 é a região do Conselho Regional de Fonoaudiologia que abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e o Distrito Federal. Segundo Lavich, a carência do ensino público dessa área na região foi a justificativa para que a UnB lançasse o curso de bacharelado em Fonoaudiologia.

A oferta foi bem recebida. "Na primeira chamada de vestibular fechamos todas as vagas", conta Diana Pinho, diretora da FCE. Para a próxima turma, a administração do curso pretende aumentar o número de oportunidades. "Teremos 18 vagas para o PAS, e 18 para o vestibular tradicional", conta Lavich.

MERCADO DE TRABALHO
Durante a aula inaugural, o fonoaudiólogo e representante do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) Jaime Luiz Zorzi apresentou aos estudantes dados do Ministério da Saúde que mostram o déficit de fonoaudiólogos no país. "Atualmente, temos 1,4 por mil habitantes. O ideal seriam 2,7 profissionais", afirma. Zorzi também afirma que os fonoaudiólogos não conhecem a abrangência da atuação e, por isso, algumas áreas ainda sofrem com a carência de profissionais.

O representante do CFFa explica que os cursos de Fonoaudiologia abasteceram o mercado da Saúde e esqueceram da possibilidade de trabalho na área de Educação. De acordo com Zorzi, o fonoaudiólogo escolar deve trabalhar em parceria com professores e atender crianças que apresentam alterações na comunicação oral ou escrita. "Estamos fazendo uma campanha muito grande para levar gente às escolas e redes educacionais", declara. "Temos mais de três milhões de crianças com deficiência que precisam de atendimento em fonoaudiologia", completa.

A caloura Vanessa Silva Pinto, 17, gostou do que ouviu no evento. "Estou empolgada. São poucos profissionais e muito mercado de trabalho", disse. A estudante sonhava em cursar Fonoaudiologia e deu a sorte de o curso ter sido ofertado no primeiro vestibular que prestou. Já Rafaelle Teófilo, 25, teve de esperar um pouco mais. "Eu sempre quis essa área. Comecei na Uniplan e estava aguardando a oferta do curso pela UnB", contou. A jovem se diz empolgada com as novidades do curso na FCE.
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