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Participantes do programa Mais Médicos são homenageados em debate

Em encontro no auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, líderes comunitários e professores ressaltam a importância de profissionais que atendam regiões carentes do país

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postado em 11/09/2013 18:30 / atualizado em 11/09/2013 19:21

Agência UnB

Mariana Costa/UnB Agência
Nesta quarta-feira(11), os Estados Unidos, a Europa exportam guerras, morte, enquanto vemos Cuba e outros países vizinhos exportando saúde, médicos, vida”, afirmou Cleber Folgado, coordenador da Campanha Permanente Contra Agrotóxicos, sob aplausos entusiasmados, no auditório 3 da Faculdade de Ciências da Saúde (FS), na última terça-feira (10). Na aula-debate com os 218 profissionais do programa Mais Médicos, além de líderes comunitários e professores, o clima foi de acolhida.

O secretário executivo do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Márcio Florentino Pereira destacou que a iniciativa do governo veio do movimento popular, que clamava por saúde de qualidade a todos. "É um projeto que enfrenta lideranças burguesas e econômicas, mas mostra ao mundo que a saúde pública brasileira é humana”, disse o secretário.
 
A coordenadora do Núcleo de Estudos de Saúde Pública (NESP) e professora pela FS Maria Fátima Souza desculpou-se, em nome dos brasileiros, por quaisquer atos de hostilidade contra os médicos recém-chegados ao país. "Como dizia Darcy Ribeiro: O povo brasileiro não é mais um povo puro. É um povo misturado com o sangue dos irmãos de outros países. Por isso, aqui não existem fronteiras”, citou a coordenadora.

Fátima também lembrou a conquista dos 25 anos da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e os desafios futuros. "Hoje, comemoramos os 25 anos de SUS, mas nós, principalmente os docentes, devemos nos perguntar agora, quais os desafios para os próximos anos, para que esse sistema realmente possa chegar a todos?" questionou.

José Wilson Gonçalves, secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), evidenciou a precariedade da saúde nas periferias. "Temos profissionais no país para atender essa demanda, mas muitos deles não querem o trabalho nas periferias, preferem as capitais", lamentou.

"Isso vai mexer no bolso de alguns médicos que só pensam no dinheiro. Sei que não são todos, mas uma grande parcela deles. Precisamos de profissionais mais humanos", disse o coordenador estadual do Movimento Popular da Saúde do Ceará (MOPS), Joaquim Gomes Neto, ao completar a crítica de José Wilson.

O médico Rodolfo Garcia, eleito representante do grupo de participantes do programa, ressaltou que os profissionais estão preparados para os desafios que os aguardam. "Queremos que fiquem tranquilos. Somos médicos do povo e para o povo. Muitos de nós já lidamos com condições precárias de estrutura, então estamos preparados", tranquilizou Garcia.

O professor pela FS e membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) Fernando Ferreira Carneiro motivou e emocionou os médicos presentes ao relembrar frase de Ernesto Che Guevara: "para escutar o coração do povo, não precisa ser médico, basta apenas ter um coração".
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