SIGA O
Correio Braziliense

Polícia Militar quer priorizar ação preventiva na UnB

Em encontro com gestores da universidade, PM busca cooperação para minimizar ocorrências no campus

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 12/09/2013 19:26

Agência UnB

O campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília é o ponto da Asa Norte onde o número de ocorrências criminais manteve-se inalterado nos últimos dois anos. A informação foi compartilhada pelo subcomandante do 3º Batalhão da Polícia Militar do DF (BPM), major André Luiz. Acompanhado pelo diretor da Seção de Planejamento do batalhão, também chamado André Luiz, o major explanou sobre a ação da polícia e os resultados obtidos na área em que se encontra a UnB.

Os policiais foram recebidos pelo reitor, Ivan Camargo, pela vice-reitora, Sônia Báo, a decana de Assuntos Comunitários, Denise Bomtempo, e o prefeito do campus Marco Aurélio Gonçalves de Oliveira, acompanhado de membros de sua equipe. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) foi representado pelo coordenador-geral Pedro Ivo Santana.

Com um contingente de 349 policiais, o 3º BPM é responsável pela segurança de uma grande área de Brasília, envolvendo Asa Norte, Granja do Torto, Vila Planalto, Parque Nacional, além de pontos da região central da cidade onde estão localizados o estádio Mané Garrincha e o autódromo. "Neste ano, já foram realizados 298 eventos na área de nossa responsabilidade", explicou o major André Luiz.

OCORRÊNCIAS
Os policiais monitoram as ocorrências criminais atribuindo cores a um gráfico, que indicam o nível de incidência.  Assim, as áreas de baixa ou nenhuma ocorrência recebem a coloração verde; o amarelo é atribuído às localidades de média incidência e a cor vermelha é aplicada aos "hot spots", ou de grande ocorrência, como explicou o capitão.  Enquanto nas demais áreas da Asa Norte observa-se uma redução de cerca de 40% das ocorrências, a região que compreende a Universidade de Brasília permaneceu com os índices inalterados.

Segundo o major, o furto de objetos no interior de veículos é o crime mais praticado no campus, embora outras modalidades também aconteçam na UnB. Há poucos dias, por exemplo, uma ossada humana foi encontrada na Colina, área residencial da universidade. Os pontos de maior vulnerabilidade no campus Darcy Ribeiro, na visão dos oficiais, são os pavilhões Anísio Teixeira e João Calmon.

Focados nas ações de prevenção, os PMs observaram que medidas simples podem evitar ações de criminosos, como o local onde se estaciona o carro e o tempo que se leva para efetivamente abri-lo e sair do estacionamento.  "Uma vez observamos uma mulher levar mais de cinco minutos parada ao lado do seu veículo”, relatou o major. "Esse é o contexto ideal para o assaltante fazer sua abordagem".

PARCERIA
A polícia militar reconhece que a UnB dispõe de estrutura para fazer o monitoramento das atividades no campus, mas ressalta que a ação não é suficiente para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio. O major André Luiz afirma que a universidade é uma prioridade para seu batalhão e propõe uma reaproximação das instituições para garantir a segurança dos professores, alunos e funcionários da UnB.

Um convênio entre a PM e a UnB já foi celebrado anos atrás, mas foi descontinuado após a saída do reitor Timothy Mulholland. No dia 10 de outubro, o Decanato de Assuntos Comunitários (DAC) irá realizar uma audiência pública para debater a segurança nos campi.

"Segurança não é um assunto de meu domínio", explicou o reitor Ivan Camargo. "Precisamos ouvir quem entende da temática".  A vice-reitora Sônia Báo observou que há um número significativo de policiais regularmente matriculados nos diversos cursos da universidade.  O próprio capitão André Luiz é aluno do curso noturno de Filosofia. Todos os policiais do 3º Batalhão possuem, no mínimo, uma graduação em nível superior.

O subcomandante do 3º Batalhão defende a manutenção de um diálogo permanente com toda a comunidade acadêmica, em busca de melhores soluções. O major propõe, inclusive, que a academia realize estudos sobre a polícia militar. "Queremos aprimorar a instituição e precisamos dessa visão crítica externa e qualificada", explica.
Tags: