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Turma dos sem - diplomas

Especialistas alertam para uma futura crise na área universitária

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postado em 23/09/2013 12:47 / atualizado em 23/09/2013 12:49

Grasielle Castro /Correio Braziliense

Antônio Cunha

Praticamente um a cada quatro estudantes que deveriam ter renovado a matrícula no ensino superior em 2012 não voltaram às salas de aula. Levantamento feito pelo Correio aponta que a desistência foi de 25%. Em 2011, o indicador ficou em 18%. O dado mais recente mostra 1,4 milhão fora das faculdades, 400 mil a mais que no ano anterior. O ritmo de crescimento no número de calouros não acompanha o de formandos. Os números do Censo do Ensino Superior 2012, divulgados na última terça-feira, pelo ministro Aloizio Mercadante, mostraram que o total de ingressantes cresceu 17,1%, de um ano para o outro. Já o índice de concluintes subiu apenas 3,3% e chegou a 1.050.413.

Essas desistências se refletem no número de matrículas registrado em 2012: aumento de 4,4% diante dos festejados 5,6% em 2011. Para o Ministério da Educação, o declínio se deve a fusões de grupo educacionais e ao aquecimento do mercado de trabalho. Entretanto, especialistas alertam para uma futura crise no ensino superior. De acordo com o coordenador do colegiado da licenciatura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Valdir, a situação é preocupante. Ele cita quatro fatores: alta oferta de emprego, baixo valor do diploma, dificuldade financeira para custear o ensino e a frustração com o curso escolhido.

Valdir destaca que o acesso de grupos que estão na base da pirâmide social com menor poder aquisitivo ao ensino superior, aliado ao momento da economia brasileira de pleno emprego, cria uma dificuldade na manutenção do aluno na universidade. “Na hora em que a pessoa se vê entre investir o tempo na universidade e ganhar dinheiro, muitas vezes ela opta pela segunda.”

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