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Mercadante comenta queda da USP e da Unicamp em ranking internacional

Para o ministro, falta de domínio de um segundo idioma é o principal entrave

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postado em 03/10/2013 13:07 / atualizado em 03/10/2013 13:23

Ana Paula Lisboa , Mariana Niederauer

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comentou, nesta quinta-feira (3/10), a queda da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em ranking internacional. "O critério que eles deram peso relativo maior do que no ranking anterior foi o inglês, a oferta de cursos em inglês. Foi o que nos parece que impactiu a colocação na USP e da Unicamp. Não é um problema de desempenho acadêmico", disse.

Para o ministro, não houve alteração na qualidade dos cursos oferecidos, nem na produção científica. O que falta, na opinião dele, é o domínio da segunda língua. "Eu acho que o Brasil tem um grande desafio e nós estamos fazendo um grande esforço com o Ciência sem Fronteiras para que os estudantes dominem uma segunda língua."

As duas universidades eram as melhores representantes do Brasil entre as instituições de ensino superior do mundo, mas ambas caíram várias posições no ranking da Times Higher Education, o mais importante rol acadêmico da educação superior. No ano passado, a USP estava em 158º lugar e, agora, não aparece nem entre as 200 universidades de elite. A lista não divulga uma posição específica após a 200ª posição. A USP agora se classifica entre as 226 e 250 melhores do mundo. Já a Unicamp, que em 2012, estava entre as 251 e 275 melhores, em 2013, passa a ocupar a faixa entre as 301 e 350 melhores.

Nenhuma outra universidade brasileira foi citada no ranking. O Brasil era o único país latino-americano que tinha pelo menos uma universidade entre as 200 de melhor reputação que agora não possui mais nenhuma representante na listagem. Nenhum país da América Latina conseguiu se classificar até o 200º lugar. A liderança do ranking das 200 melhores fica com Estados Unidos (77 universidades), Inglaterra (31) e Holanda (12). Ensino, pesquisa, citações, parcerias com indústrias e diversidade internacional foram os critérios de avaliação do concurso. Segundo informações do Times Higher Education, USP e Unicamp pioraram o desempenho devido a burocracia para contratar professores.

Ainda de acordo com o ranking, a USP foi mal avaliada em aspectos como proporção entre alunos de doutorado e graduação e títulos de doutorado obtidos pelos professores. Organizadores do Thimes Higher Education avaliam que o Ciências sem Fronteiras e outros programas de intercâmbio podem ser a chave para internacionalizar e trazer as universidades brasileiras para o topo da lista.
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