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Reitoria da Unicamp é ocupada por alunos

Estudantes exigem a saída da PM dos câmpus da instituição

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postado em 04/10/2013 12:24 / atualizado em 04/10/2013 12:37

Ana Paula Lisboa

Na noite da última quinta-feira (3/10), cerca de 150 estudantes arrombaram a porta e invadiram o prédio da reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) após estarem reunidos em assembleia geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) que debateu a presença da Polícia Militar (PM) no câmpus. Os estudantes devem ficar no local até que a presença dos oficiais de segurança pública seja revista pela instituição.

Em nota, a reitoria da Unicamp avalia que a invasão, com depredação do patrimônio público, não se justifica: “Esta invasão, sem prévia apresentação de uma pauta de demandas por parte dos invasores, é injustificável sob qualquer ponto de vista. Os invasores não representam a comunidade estudantil, que é pacífica e dialoga permanentemente com a administração”.

A presença da PM nos câmpus de Campinas, Limeira e Piracicaba é resultado da oferta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin como medida de segurança após o assassinato do estudante Dênis Papa Casagrande numa festa clandestina nas instalações da universidade. A Unicamp anunciou que permitiria a presença da Polícia Militar nos câmpus na última sexta-feira (27/9). O DCE e o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp se posicionam contra a presença da polícia.

A Universidade Estadual de Campinas e o Diretório Central dos Estudantes foram contatados, mas não disponibilizaram entrevista.

Confira a nota da reitoria da universidade:

“A Unicamp vem a público informar sobre os lamentáveis fatos que resultaram na invasão do prédio da reitoria, na noite desta quinta-feira (03), com depredação do patrimônio público.
Esta invasão, sem prévia apresentação de uma pauta de demandas por parte dos invasores, é injustificável sob qualquer ponto de vista. Os invasores não representam a comunidade estudantil, que é pacífica e dialoga permanentemente com a administração, administração esta que frequentemente vem recebendo e conversando com as entidades e grupos representativos na instituição.
Sobre a presença da Polícia Militar na Universidade, a administração já informou publicamente que discutirá um plano de segurança para todos os campi da Unicamp. A reitoria constituiu um grupo de trabalho para elaborar, com máxima urgência, um pré-plano de segurança a ser apresentado e discutido com toda a comunidade. Após esta discussão, o plano será submetido à aprovação do Conselho Universitário, órgão máximo de deliberação na Universidade.
A presença da Polícia Militar nos campi da Universidade diz respeito a um problema de segurança pública e não a uma tentativa de intimidação ou cerceamento das atividades relacionadas ao contexto acadêmico. Tanto é assim, que na noite de quinta-feira (03) ocorreu uma assembleia de estudantes, que reuniu 400 dos cerca de 30 mil alunos do campus em Campinas, sem qualquer tipo de interferência.
Portanto, não há razões objetivas para essa invasão. Menos ainda para a truculência com a qual esse ato foi cometido contra uma instituição universitária aberta ao diálogo.
Por essa razão, a Unicamp ingressou na Justiça com pedido de reintegração de posse, medida que se justifica pela ausência de diálogo por parte dos invasores.
Importante ressaltar que, apesar do ocorrido, todas as atividades da Unicamp prosseguem dentro da normalidade.

Reitoria da Unicamp
Campinas, 04 de outubro de 2013".
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