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CAD debate política de moradia estudantil

Alunos que residem em apartamentos locados pela FUB retornarão à CEU após conclusão de reforma. O auxílio à moradia será concedido em pecúnia aos demais estudantes.

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postado em 10/10/2013 19:57

Agência UnB

Alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica que atualmente moram em imóveis alugados pela Fundação Universidade de Brasília (FUB) retornarão à Casa do Estudante Universitário (CEU) após reforma do espaço, prevista para ser concluída em fevereiro de 2014. A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração (CAD) em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (10).

A decisão do colegiado prevê ainda que o auxílio à moradia aos demais estudantes que solicitarem a participação no programa de assistência estudantil seja feito por meio de bolsa pecúnia no valor de R$ 530. Para o professor Noraí Romeu Rocco, do Instituto de Ciências Exatas, relator do parecer sobre a Gestão do Programa de Moradia Estudantil da UnB, a medida tem respaldo em decisão do próprio colegiado. “Tivemos uma decisão do CAD de aprovar uma política emergencial de aluguel de imóveis em função da desocupação da Casa do Estudante”, diz.

De acordo com a decana de Assuntos Comunitários (DAC), Denise Bomtempo, quando foi feita a desocupação da CEU para a reforma, os estudantes que lá residiam puderem escolher pelo auxílio em pecúnia, ou pela locação de um apartamento para residirem até a conclusão da reforma da CEU. “Quando a Casa for entregue, os estudantes se mudam para lá. Eles assinaram o Termo de Adesão ao Programa e estão cientes da situação”, esclarece Denise.

Os alunos da UnB vinculados ao Programa de Assistência Estudantil da instituição haviam solicitado, nas últimas manifestações, que a locação de imóveis se tornasse uma política de moradia permanente. Dados apresentados no parecer mostraram alguns problemas com o atual sistema de moradia. “Não temos pessoal para gerenciar o aluguel desses imóveis”, explica o relator do documento. Para o estudante Iago Ricardo Affonso, representante discente no colegiado, a decisão é um retrocesso. “Evidentemente que a bolsa pecúnia é o caminho mais barato e cômodo para a UnB”, diz.

Os conselheiros concordaram em retomar as discussões sobre a Política de Assistência Estudantil da universidade, considerando o aumento na demanda por bolsas de auxílio à permanência no ensino superior público. “A política interna assistência estudantil como um todo é estratégica, tendo em vista a política de cotas estabelecida dentro do sistema público de ensino brasileiro”, lembrou o professor Antônio Brasil, da Faculdade de Tecnologia (FT). “Com a nossa entrada no Enem, poderão vir estudantes de outras regiões que não têm onde residir no DF”, completa Luiz Antônio Pasqueti, da Faculdade UnB Planaltina. O conselheiro Cícero Lopes da Silva, da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), concorda. “Temos de fazer crescer o número de moradias estudantis”.

OUTRAS DELIBERAÇÕES

O Conselho de Administração aprovou ainda a doação do acervo pertencente ao professor emérito da UnB, Vladimir Carvalho. Ele cedeu à universidade todo seu patrimônio cinematográfico e bibliográfico, entre eles 28 filmes, peças de coleção como equipamentos de cinema e obras de arte, além da casa que abriga todo o material, situada na quadra 703 da Asa Sul. O local deverá ser utilizado em projetos de extensão dos cursos de museologia, arquivologia e comunicação. “Poucas vezes vi doações de valor como esse para a universidade”, diz o conselheiro Jurandir Rodrigues de Souza, do Instituto de Química. “É um gesto fantástico e deve ser repetido”, concorda o diretor do Instituto de Psicologia, Hartmut Günter.
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