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Pedro Simon espera ação do governo contra Black Blocs

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postado em 01/11/2013 13:43

Agência Senado

Em pronunciamento nesta sexta-feira (1º), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse acreditar que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cumprirá a orientação da presidente da República, Dilma Rousseff, de coibir a ação dos manifestantes mascarados conhecidos como Black Blocs. Simon comparou o vandalismo dos Black Blocs com os terroristas da Al-Qaeda, que provocaram a queda das torres gêmeas de Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001 após sequestrarem dois aviões comerciais. Ele afirmou que fato semelhante poderia ter acontecido, em São Paulo, na última segunda-feira (28), quando um grupo bloqueou a saída norte da rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, invadiu veículos parados no trânsito, queimou ônibus e caminhões e dirigiu perigosamente um caminhão-tanque, carregado com 30 mil litros de combustível. "Era uma perigosa, letal imprudência cometida a bordo de um veículo tanque para transporte de 30 mil litros de combustível. Se não tivesse sido parado por policiais, mais adiante, e apeado de lá, o grupo do caminhão-tanque poderia ter continuado sua rota ameaçadora", relatou. A comparação com o atentado nos Estados Unidos foi feita porque um dos aviões que colidiu com as torres gêmeas também estava abastecido com cerca 30 mil litros de combustível no momento do choque. Simon concluiu que o ato em São Paulo seria o mesmo que o grupo mascarado pegasse dois aviões e os jogasse contra o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. "Quantas mortes, quantos incêndios, quanto vandalismo e quanta destruição ainda precisamos aguardar para que se adotem as medidas necessárias para conter a onda de violência crescente que domina nossas rodovias, avenidas, praças e noticiários de TV?", indagou. Intrigado com a passividade da polícia diante do vandalismo dos mascarados, Simon disse que alguns atribuem ao governo a passividade diante do grupo para esvaziar as manifestações de rua, que perderam o apoio da sociedade, na opinião do senador, desde que os Black Blocs invadiram as ruas. "Surpreendentemente, a polícia do Governo deixa esses absurdos acontecerem. Dizem alguns: deixa esses absurdos acontecerem porque, se não fosse essa loucura desses mascarados fazendo o que estão fazendo na rua, os jovens estariam na rua, discutindo a Petrobras, discutindo o Banco do Brasil e discutindo tantas outras coisas", afirmou. Para o senador, o Congresso Nacional, por si só, não conseguirá realizar a reforma política, a reforma tributária e outras mudanças se não for pressionado pelas manifestações populares, como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa e com o Mensalão. "Deste Congresso aqui, Câmara e Senado, se depender de nós, reforma política, reforma partidária, reforma financeira, eu não espero nada. Podemos fazer sob coação, sob pressão da sociedade. Por isso, eu via com emoção a mocidade à rua", afirmou.
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