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Arapongas na universidade

Em 1978, ainda durante o período de repressão, os jovens ouviram conversas dos líderes do movimento DCE Livre. Ninguém jamais foi responsabilizado

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postado em 04/11/2013 11:44 / atualizado em 04/11/2013 11:46

Ana Pompeu

Em uma imagem comum, quase que repetitiva, um grupo de estudantes passava tempo dentro de um carro em um estacionamento perto do Instituto Central de Ciências (ICC). Para acompanhar, o rádio ligado. Tudo como uma cena qualquer no câmpus da Universidade de Brasília (UnB). Entre uma estação e outra, a frequência para em 105 MHZ. A sintonização transformou aquele episódio ordinário em simbólico para o momento pelo qual passava a instituição. Naquele ponto, os estudantes começaram a ouvir vozes conhecidas. Logo, identificaram as pessoas. Sabendo previamente que acontecia, naquele instante, uma reunião do Diretório Universitário (DU), em uma sala próxima dali, entenderam que, por acaso, sintonizaram em escutas na sede da representação estudantil.

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Dentro de um câmpus, circulam estudantes, professores e servidores. Durante o regime militar, que vigorou no país entre 1964 e 1985, mais uma figura era frequente na UnB. Os arapongas estavam por todos os lados. Identificados ou não pelos integrantes usuais do ambiente acadêmico, eles vigiavam cada esfera da vida universitária. Assim, qualquer pessoa estava sujeita a sofrer as consequências do regime político vigente. Mesmo que, em níveis diferentes, era quase impossível escapar de interferências ou de se tornar alvo de fiscalização. A universidade é um dos principais endereços da ditadura militar em Brasília, tanto sobre repressão quanto sobre resistência, como tem mostrado a série de reportagens com publicação iniciada pelo Correio em 19 de outubro.

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