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RU fechado até o fim da semana

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postado em 06/11/2013 14:00 / atualizado em 06/11/2013 12:34

Amanda Maia

Iano Andrade
Usuários do Restaurante Universitário (RU) devem preparar o bolso e pensar em alternativas para as refeições na Universidade de Brasília (UnB). Funcionários terceirizados interromperam todas as atividades na segunda-feira para protestar contra o aviso-prévio de demissão entregue na última sexta-feira. A greve deve continuar até o grupo entrar em acordo com a instituição para manter o emprego de 136 trabalhadores contratados por meio da Planalto Service. Por meio da assessoria, a UnB esclareceu que, durante a paralisação, os estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica receberão auxílio em dinheiro.
A reitoria teve um encontro com os grevistas ontem, mas não houve acordo. Na próxima sexta-feira, o prazo para recursos da licitação que definirá a nova empresa responsável pelas refeições estará encerrado, e os terceirizados planejam uma reunião para discutir se mantêm ou não a greve. Cerca de 5 mil pessoas, entre estudantes, servidores e público externo, frequentam o restaurante por dia somente no horário do almoço. Como a paralisação coincidiu com a Semana Universitária, a procura é bem menor, já que muitos professores liberam os estudantes para as atividades.

Apesar da queda no movimento, os usuários que procuraram o RU reclamaram e tiveram de recorrer a opções mais caras ou menos saudáveis. As estudantes de biblioteconomia Larissa Vieira, 19 anos, Laura da Conceição, 30, e Diana Gomes, 19, saíram da aula às 11h30 e encontraram as portas do RU fechadas. “Na sexta, almocei normalmente e achei que estaria aberto. Tivemos aula de manhã e tenho estágio às 13h. Nem dá tempo de procurar um lugar que sirva comida. Vou ter que lanchar mesmo”, lamentou Larissa.
Questionada sobre o custo/benefício de almoçar no restaurante, a colega Diana respondeu: “Aqui é bem mais em conta, não tem outro com o mesmo preço. Talvez nesses dias, o melhor seja trazer comida de casa”. O valor pago por estudantes varia de R$ 0,50 a R$ 2,50. Para a comunidade externa, o preço subiu de R$ 5 para R$ 10. Os estagiários de Design Industrial Rafael Castro, 16, e Luis Gustavo Lemos, 17, precisavam estar no colégio Paulo Freire, na 610 Sul, às 13h05. Às 12h, eles chegaram ao RU. “Comemos aqui todo dia. Agora, vamos lanchar um salgado e um brownie no mercado”, disse.

Com uma prova marcada para as 12h30, a estudante de Biotecnologia Isadora Cristina, 19 anos, não encontrou uma alternativa. “Vim com os R$ 2,50 certinhos para almoçar. Agora, vou para a prova sem comer”, reclamou. Um aviso na entrada alertava para a suspensão temporária. Francisco Targino, da Comissão dos Trabalhadores Terceirizados, destaca a importância do movimento. “A UnB entrou em contato com a empresa para avisar da rescisão de contrato. Mais de 130 funcionários foram demitidos. Algumas pessoas falaram que eles estavam se recusando a vir trabalhar, mas vieram para negociar com a universidade, só não estão assumindo o posto de trabalho”, argumentou.
Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Mauro Mendes, a principal reivindicação é a garantia do emprego dos 136 contratados. Ele afirma que, para dar o aviso-prévio da demissão, a licitação teria de estar concluída. “O contrato ia até 2014, podendo ser rescindido desde que concluíssem o processo de contratação da nova empresa. Como o sindicato estará em data-base a partir de 1º de janeiro, e não pode ter demissão um mês antes, eles anteciparam a rescisão para 29 de novembro para não correr o risco de não poder demitir”, explicou.

Conflito

A UnB tem contrato com quatro empresas diferentes que fornecem mão de obra para a cozinha, caixas, segurança e limpeza. A Planalto Service é responsável pelo preparo e pela distribuição da comida. O desentendimento começou quando a instituição de ensino deu início a uma licitação a fim de contratar uma companhia para gerenciar todo o restaurante, desde a compra até o fornecimento dos alimentos ao público. O processo está em fase recursal.
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