SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

EDUCAçãO »

Perdidos no jogo de empurra

Prestes a terminar o ano letivo, os estudantes da Faculdade Alvorada não conseguem obter a documentação necessária para regularizar a situação em outra instituição de ensino superior. A entidade informa que passou tudo para o MEC, que nega ter o histórico dos alunos

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 20/11/2013 14:00 / atualizado em 20/11/2013 12:02

Clara Campoli

Antonio Cunha
Com o segundo semestre letivo prestes a se encerrar, muitos ex-alunos da Faculdade Alvorada ainda encontram dificuldades na obtenção de documentos necessários para transferência de instituição ou conclusão de curso. Os estudantes reclamam que a empresa se recusa a entregar os papéis oficiais, e o advogado das Faculdades, Raul Fernandes, garante que eles estão com o Ministério da Educação (MEC). Muitos estudantes são beneficiados do ProUni e não podem perder nem a documentação nem as vagas no ensino superior. Em 26 de julho deste ano, a instituição foi despejada do prédio que ocupava na 516 Norte, por causa de uma dívida de R$ 30 milhões.

Por meio da assessoria de comunicação, o MEC informou que os documentos dos alunos nunca estiveram na pasta. “Quem é responsável pela documentação é a própria instituição. É ilegal não liberar documentos para os estudantes”, informaram. Na instância legal, o Ministério fez o possível para resolver o problema: abrigouos estudantes em outras universidades no Distrito Federal.

Na última segunda-feira, alguns estudantes descobriram que a direção da Alvorada havia aberto um novo escritório na 905 Sul. Duas ex-alunas procuraram o local por volta das 8h daquele dia e relataram passado cerca de 12 horas ali, tentando conseguir os documentos. Durante a manhã, as duas professoras que poderiam assinar e liberar os papéis lamentaram que o procedimento ainda não poderia ser feito, pois o sistema estava fora do ar. Quando o software voltou a funcionar, na hora do almoço, elas teriam informado aos funcionários, por telefone, que não voltariam à tarde.

Segundo o relato de uma das alunas — ao longo do dia, mais estudantes começaram a se acumular no escritório —, as professoras solicitaram aos empregados que dispersassem os alunos. “Por volta das 18h, o advogado da faculdade chegou. Perguntou, em tom grosseiro, o que a gente queria lá. Disse que eles não tinham os nossos documentos, apenas um acervo digital”, reclama a jovem, que pediu para não ser identificada. Segundo ela, os estudantes combinaram uma reunião, às 10h de ontem, com Raul Fernandes. Mas, no encontro, ele informou não ter autonomia para liberar os documentos. “Eu tenho até a semana que vem para entregar minha documentação na nova faculdade ou não vou conseguir me formar. É uma turma inteira nessa situação”, lamenta a estudante de enfermagem. Até o fechamento desta edição, Fernandes não quis se pronunciar sobre a questão.

 

Tags:

publicidade

publicidade