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Correio Braziliense

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Estudantes de SP que participaram do Enade reclamam de falta de organização

De acordo com os alunos, a disposição das salas determinada no cartão de confirmação não foi respeitada e não havia caderno de prova para todos. Inep garante que alunos e instituições não serão penalizados

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postado em 27/11/2013 15:01 / atualizado em 28/11/2013 11:36

Estudantes universitários que fizeram o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) no último domingo (24/11), na sede da Universidade Mackenzie, em São Paulo, relataram problemas na aplicação da prova. Segundo os alunos, as salas determinadas no cartão de confirmação foram ocupadas por outras pessoas ou não estavam disponíveis. Além disso, segundo eles, não havia cadernos de prova suficientes e faltaram os cartões de respostas de alguns participantes.

Este ano, 196 mil estudantes foram convocados para fazer o Enade no país. O objetivo do exame é avaliar o rendimento dos alunos e dos cursos de graduação em relação ao conteúdo programático. Quem não faz a prova pode sofrer punições e não conseguir se graduar.

Juliana Gorzoni Paiva, 21 anos, e Giselle Marques, 29, ambas estudantes do 8º semestre de enfermagem da Faculdade Santa Marcelina (FASM), contam que, ao chegarem no local de prova, foram informadas de que fariam a avaliação em outro prédio da faculdade Mackenzie. Elas, então, se dirigiram à nova sala, mas seus nomes não estavam na lista de chamada. "Foi uma confusão. Os fiscais mandaram entrar em qualquer sala. O meu cartão de respostas também não estava lá, logo, não consegui fazer a prova. Tive que assinar uma lista de chamada para comprovar que fui fazer a prova", conta Juliana.

Giselle afirma ainda que os fiscais não conseguiam orientar os estudantes. "Eles entravam em contradição o tempo todo. Tenho medo de ser prejudicada e não conseguir me formar, por isso, eu não entreguei o caderno para comprovar que eu fui fazer a prova".

A diretora da FASM, Suli de Moura, disse que enviou um ofício ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação da prova, pedindo esclarecimentos e soluções para o problema, mas que ainda não obteve resposta do órgão. Ontem (26/11), um grupo de estudantes registrou um boletim de ocorrência na 78º Delegacia de Polícia de São Paulo para formalizar a situação dos que foram prejudicados.

Em nota, o Inep informou que registrou uma situação pontual de localização de sala com cerca de 300 estudantes que realizariam prova na Universidade Mackenzie e que esse número representa menos de 0,3% do total de participantes no Enade deste ano, dados que serão confirmados após o Instituto receber as atas dos locais de prova. O instituto garantiu que nenhum desses estudantes será prejudicado, pois os nomes foram registrados para atestar o comparecimento do aluno no local de prova. Ainda de acordo com o Inep, as instituições também não serão penalizadas no cálculo do conceito Enade, uma vez que ele só considera as provas que são corrigidas.

Nesta edição do exame, foi avaliado o desempenho de estudantes de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. O exame também avaliará os cursos de tecnólogo em agronegócio, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.
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