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Inep completa 77 anos de criação nesta segunda

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postado em 13/01/2014 17:05

Nesta segunda-feira, 13, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) completa 77 anos em contribuições ao Sistema Educacional Brasileiro.

O órgão foi criado pela lei n. 378 de 13 do janeiro de 1937 como Instituto Nacional de Pedagogia. No ano seguinte, o Decreto-leinº 580 alterou o nome para Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos e regulamentou a organização e estrutura do órgão.

Anteriormente a criação do Instituto foram propostas várias tentativas para melhorar a sistematização de conhecimentos educacionais, mas nenhuma obteve sucesso. Foi então, que o Inep apresentou-se como referência na área educacional para sistematização e intercâmbio de informações pedagógicas. Já em 1972, o Inep foi transformado em órgão autônomo, passando a denominar-se Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais.

Na década de 1990, o Inep também atuou como um financiador de trabalhos acadêmicos voltados para a educação. Além disso, a reestruturação do Instituto nessa década teve como objetivo uma atuação mais efetiva por meio de estatísticas na elaboração de políticas publicas.

Atualmente, o Instituto é referência nacional e internacional em pesquisas e estudos na área educacional. Para o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, o órgão, além de coletar dados com qualidade, os transforma em informações disponíveis a toda a sociedade. A seguir, Costa faz um balanço sobre as atividades da autarquia.

Quais as principais contribuições do Inep para a educação brasileira?

Costa - O Inep fornece aquilo que a educação brasileira precisa, ou seja, para você fazer qualquer política educacional, você precisa ter dados de qualidade, você precisa transformar esses dados em informações, e essas informações em conhecimentos disponíveis à sociedade. O Inep vem fazendo isso ao longo dos anos e, principalmente, nos últimos anos, quando ele fornece esses dados de avaliações, as análises que faz o Censo Educacional, entre outros. Enfim, da creche a pós-graduação, hoje, o Brasil tem as suas avaliações. O Inep é responsável por essas avaliações da creche até o ensino superior. Então, é muito importante, para o Brasil, que nós tenhamos um Instituto como o Inep, que interage com a sociedade, que age junto às universidades, aos Institutos, fazendo com que o Brasil tenha conhecimento dos seus avanços e dos seus desafios na área educacional.

Quais os desafios do Inep no atual momento da educação no país?

Costa - Em uma autarquia como o Inep e com as grandes demandas que tem o Brasil, como nós falamos, o Inep, hoje, faz avaliação do nosso índice da educação básica, do ensino superior. Portanto, ele tem que fazer uma grande ação e, cada vez mais, aprimorar esses indicadores, essas avaliações. Ao mesmo tempo, ele tem que ser capaz de agir, de fazer, de ter a sua capacidade de gestão e operação. Então, esse é o grande desafio do Inep. Você tem uma autarquia que pensa, que faz um Censo educacional hoje em todos os municípios, em todas as escolas desse país sem sequer uma folha de papel. Isso é graças à gestão, à capacidade da equipe. E, ao mesmo tempo, ele tem que estar sempre pensando nos novos desafios da educação, capacitando cada vez mais o seu pessoal e interagindo com a sociedade, com as universidades, com os Institutos, com as secretarias estaduais e municipais de educação. Então, é um grande desafio, porque você não consegue construir uma política educacional sem as informações que o Inep fornece hoje à sociedade.

Qual foi o impacto das novas tecnologias na atuação do Inep?

Costa - Foi de fundamental importância. Vamos dar o exemplo da educação básica. Como é que você consegue fazer um censo, recebendo as informações de todas as escolas de todos os municípios, de todos os estudantes, dos professores, se você não tivesse uma tecnologia de sustentação a isto? Seria praticamente inviável. Então, as novas tecnologias ajudam muito o Instituto, permitindo que ele faça esse tipo de operação e as suas avaliações com mais eficiência. Então, é muito importante isso para o Instituto. Hoje, o Instituto é um dos mais capacitados, qualificados e também o que tem uma grande sustentabilidade na área de tecnologia de informação e se preparou muito para isso. Veja que nós temos que sustentar o momento de inscrição do Enem. Foram sete milhões de inscritos em um período de tempo limitado. Você tem os resultados do Enem, você tem o censo, você tem as avaliações da educação básica e da educação superior. Então, tudo isso demanda novas tecnologias e o Inep se aprimorou muito ao longo dos anos ao incorporar essas novas tecnologias.

A nova sede do Inep também contribuiu para esse processo de aperfeiçoamento do trabalho do Inep?

Costa - Sem dúvida. É uma conquista dos servidores, dos trabalhadores desse Instituto. O Inep é um Instituto que tem, e ele sobrevive muito, da dedicação dos seus servidores. Costumo dizer e é uma verdade, que se os servidores do Inep trabalhassem apenas no horário comercial, ou seja, das 8h às 18h, o Inep não faria o que faz. São servidores altamente comprometidos, dedicados, que se desdobram. Nós tínhamos algumas limitações na sede em que estávamos. Então, nós procuramos trabalhar isso, para dar infraestrutura, qualidade de vida, condições de trabalho adequadas aos servidores, às suas diversas diretorias e diversos setores, para que eles pudessem ter reconhecido, de fato, nesse aspecto da infraestrutura, as suas condições, da mesma forma que lutamos muito e conseguimos a sensibilidade do governo, o compromisso do governo com a educação, ter mais servidores, nós contratamos mais de 140 servidores. Então, a sede é de fundamental importância para que o trabalho possa ter ainda mais eficiência e melhor rendimento.

O Inep também é uma referência internacional no campo de pesquisa e avaliação.

Costa - É verdade. É um instituto altamente conceituado no mundo inteiro. Nós recebemos profissionais de diversos países, da América do Sul, da América Latina, da Europa, para conhecer o trabalho do Inep, porque poucos institutos, se é que existe algum, fazem o que o Inep faz. Não conheço nenhum país que faz uma avaliação da 5ª série do ensino fundamental, do 9º ano do ensino fundamental, do 3º ano do ensino médio, e as duas primeiras de forma censitária. Da mesma forma, essa inovação, agora, de fundamental importância, que o ministro Mercadante trouxe, de avaliar os resultados do pacto nacional pela alfabetização na idade certa, de nós fazermos toda avaliação, também, dos estudantes no período inicial, iniciando ali, no 3º ano, de forma censitária. Então, veja que a avaliação que o Inep faz, e mais, fornece os resultados, analisa esses resultados, propõe metas. Então, cada escola brasileira tem uma meta a alcançar, cada município brasileiro, cada estado brasileiro. Isso fez do Inep uma referência e são metas comparáveis internacionalmente. Então, graças à dedicação dos trabalhadores e dos pesquisadores do Inep, hoje o Instituto é uma referência internacional, e retorno aquilo que disse no início: no fazer e no pensar, ou seja, ele pensou a avaliação, os seus indicadores e, ao mesmo tempo, ele é capaz de executar essa avaliação. Isso é muito bom para uma autarquia, principalmente uma autarquia na área de educação, que pensa e que faz.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Inep
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