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Alunos da Universidade Gama Filho acampam em frente ao Palácio do Planalto

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postado em 15/01/2014 21:11 / atualizado em 16/01/2014 10:29

Bruno Peres/CB/D.A Press

Após passar a tarde buscando apoio no Congresso Nacional, cerca de 50 estudantes da Universidade Gama Filho acamparam em frente ao Palácio do Planalto hoje (15/1), por volta de 20h. Eles estão em Brasília desde 7 de novembro e reivindicam a federalização da instituição, descredenciada pelo Ministério da Educação (MEC) na segunda-feira (13/1).

Na semana passada, na terça-feira, os estudantes passaram aproximadamente 10 horas em ocupação no Ministério da Educação, mas não tiveram respostas concretas. Ao longo da semana, permaneceram na capital tentando se reunir com a presidente Dilma Roussef para viabilizar a federalização, mas não conseguiram espaço na agenda da presidente.

Em reunião com os alunos da Faculdade Alvorada à tarde, descredenciada há sete meses, eles reforçaram a proposta de federalização. "A transferência assistida é uma solução a curto prazo. Há outros problemas com o fechamento da universidade", diz Bruno Soares, 22, aluno de medicina. O estudante de enfermagem da Faculdade Alvorada Bruno Reis, 20, conta que a transferência foi a solução apresentada para eles, mas que os alunos ainda estão sem aulas.

Ao acompanhar a proposta do MEC à Gama Filho e à UniverCidade. Bruno observou que não houve igualdade entre os processos . "Eles prometem mensalidade similar e aproveitamento da grade curricular e outros quesitos que não foram cumpridos para nós. O meu curso, por exemplo, será contemplado em uma instituição em Ceilândia, mas eu moro em Planaltina". Para ele, o Ministério da Educação tem dado mais apoio ao caso. Acrescentou que eles e os colegas não puderam acompanhar e discutir as decisões, como a comissão entre o MEC os alunos da Gama Filho e UniverCidade. Bruno declarou que os alunos da Alvorada se mobilizarão para apoiar a manifestação na Praça dos Três Poderes.

Parte dos estudantes esteve no Congresso Nacional hoje, em busca de apoio de parlamentares. Entretanto, só puderam apresentar a proposta para os assessores, já que a maioria dos deputados e senadores ainda estão em recesso.



Em nota, o MEC descartou a federalização das duas instituições mantidas pelo Grupo Galileo, a Gama Filho e a UniverCidade. O ministério alegou que não é possível contratar os professores e os funcionários sem concurso público e que não há base jurídica para que os estudantes ingressem em universidade públicas sem processo seletivo. Eles negaram ter recebido solicitação de federalização pelos reitores da universidades públicas do Rio de Janeiro. O ministério diz encaminhar, em conjunto com a Procuradoria Federal de Direito do Cidadão, processo de transferência assistida por meio de edital público.

Para Bruno Soares, o Estado deveria intervir e se responsabilizar pela instituição. "O ensino superior privado precisa ser regulamentado", diz. Os estudantes permanecerão acampados na Praça dos Três Poderes por período indefinido.
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