Alunos da Gama Filho pedem a federalização da instituição

Estudantes da instituição descredenciada se reúnem com representantes do MEC

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postado em 16/01/2014 16:26 / atualizado em 16/01/2014 17:42

Ed Alves/CB/D.A Press
Representantes do Ministério da Educação (MEC) se reúnem com estudantes da Universidade Gama Filho, na tarde desta quinta-feira (16/1), desde às 15h20. Esta é a segunda reunião do dia. Pela manhã, o grupo conversou sobre a transferência assistida. Nesta tarde, os estudantes são ouvidos por líderes do MEC que vão formular o edital com os critérios para as transferências para outras instituições de ensino superior do Rio de Janeiro. A Universidade Gama Filho foi descredenciada pelo Ministério na última segunda-feira (13/1), devido a problemas financeiros e à baixa qualidade acadêmica.

Segundo o MEC, será feito consórcio com duas universidades do Rio de Janeiro para que os estudantes não sejam ainda mais prejudicados pelo descredenciamento. Uma das preocupações dos estudantes é com relação a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), pois não se sabe se os benefícios serão mantidos.

O estudante do 6º semestre de Medicina, Rafy Fernandes, 21 anos, afirma que a Gama Filho tem apenas problemas financeiros. "A universidade tem cursos de tradição há 75 anos, e mantém notas regulares no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Dois anos atrás, o MEC autorizou um grupo mantenedor incapaz de gerir a universidade, colocando a instituição em uma crise financeira. Nunca fomos levados a sério pelo MEC antes do descredenciamento. Fizemos vários movimentos e não fomos ouvidos."

O estudante suspeita que o consórcio com outras instituições já estava sendo negociado desde março de 2013. "O MEC não pode mercantilizar os alunos. A nossa maior preocupação é o tempo que ficaremos ociosos e a falta de garantia de qualidade no processo de transferência”, reclama. O MEC não confirmou essa informação.

Federalização
Cerca de 50 estudantes estão concentrados no gramado atrás do Congresso Nacional para apresentar proposta de federalização da instituição à presidente Dilma Rousseff na tarde desta quinta-feira. O grupo de alunos conversou com representantes do MEC sobre transformar a Gama Filho em universidade federal, mas a ideia foi rejeitada. “O MEC não quer abrir precedente para a federalização. Então, vamos pedir um decreto presidencial à Dilma”, explica Felipe Elias Álvares, 26 anos, que cursava o 5º semestre de medicina na Gama Filho.

Os alunos não têm permissão para armar barracas no gramado do Congresso Nacional. Segundo Felipe, eles só puderam armar as barracas na madrugada desta quinta-feira por causa da chuva, mas, pela manhã, tudo foi desmontado. Douglas Daudt Lemos, 19, do 5º de medicina se sente hostilizado. “Só hoje a polícia veio aqui três vezes. Eles querem que a gente saia. Parece que o que incomoda não são as barracas, mas a nossa presença.”
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