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Estudantes embarcam em operação do Projeto Rondon no Maranhão e no Piauí

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postado em 24/01/2014 18:45 / atualizado em 24/01/2014 18:51

Nesta sexta-feira (23/1), oito estudantes da Universidade Católica de Brasília partiram para realizar a cobertura do Projeto Rondon no Maranhão. Outra equipe já está em São João do Arraial (PI) há uma semana, desenvolvendo atividades sociais na comunidade. Eles passarão 15 dias em operação.

Universidade Católica de Brasília/ Divugação
Para a professora Fabiana Nunes, (35) coordenadora do projeto na universidade, o mais importante para o estudantes é conhecer o Brasil além dos muros da universidade. “Por maior que seja o aprendizado com os livros e nas salas de aulas, não é a mesma experiência de ir até o município e ver de perto a realidade’, explica.

O Rondon é um projeto de extensão universitária organizado pelo Ministério da Defesa, que desenvolve oficinas para o desenvolvimento social em municípios carentes no interior do país. A cada edição, é feito um levantamento dos municípios com maiores necessidades de atendimento ( e, em seguida, negociada a atuação dos rondonistas com a prefeitura ). Por meio do edital, as instituições de ensino superior inscrevem as propostas de ação a serem avaliadas por comissão da organização. Quando selecionadas, os professores autores das proposições, fazem uma viagem prévia aos municípios e, ao retornar, acompanham o processo de preparação dos estudantes . A permanência dos estudante no interior do país é por um período de 15 dias.

Os estudantes da Universidade Católica participaram de edital interno para compor as duas equipes de operação: a acadêmica, que realiza as operações, e a de cobertura, que produz material jornalístico sobre as atividades em todo o estado. É exigido que os alunos apresentem propostas de trabalho, tenham mais da metade do curso concluído e apresentem boas notas. Os estudantes de jornalismo precisam apresentar porta-fólios de fotos e textos. Em cada equipe, dois professores acompanham oito estudantes.

A Universidade Católica participa do projeto desde 2005 e já realizaram oficinas sobre separação e reaproveitamento de lixo, eco-turismo, geração de renda a partir de produtos naturais, tratamentos de crianças portadoras de necessidades especiais. A professora Fabiana Nunes destaca a proposta de aproveitamento de lixos eletrônicos: “Os alunos melhoraram computadores ultrapassados para levar a comunidades quem não têm acesso à tecnologia”. Nesse tempo, as equipes já atuaram em municípios como Coari(AM), Maraú (BA), Pedra Altas(RS), Curralinho(PA) e Carolina (MA).

Operação acadêmica
O professor d o curso de farmácia Sérgio Nogueira explica que Ministério da Defesa determina quatro linhas de atuação em cada operação. São elas: saúde, educação, cultura, direitos humanos e justiça. A equipe da Católica tem atuado com os professores de São João do Arraial para orientá-los a lidar com problemas de aprendizagem dos alunos. Com as crianças, eles realizam atividades de estímulo à leitura e produção de texto e na orientação de hábitos de higiene para evitar parasitoses. “Também temos aconselhados as merendeiras a fazer a tratar a água, a fazer a lavagem correta e a aproveitar os alimentos.”, relata. Na próxima semana, os estudantes farão atividades com os agente comunitários de saúde, com ações sobre atendimento humanizado, diabete e sexualidade.

Bruna Raquel Lopes, 23 anos, estudante de farmácia, conta que a comunidade tem sido receptiva com as atividades. “Sempre vem muitas pessoas. Toda a comunidade necessita de atenção e eles veem um ponto de esperança em nós”, diz. Para ela, há uma troca de experiências entre os universitários e a população local: “São pessoas de cultura riquíssima, que participaram da história da independência do Brasil. Aqui aconteceu a única guerra armada pela emancipação do país”. Ela destaca que a equipe tem se preocupado em levar entretenimento para as crianças. “Aqui não tem cinema e trouxemos alguns filmes de animação infantil”, acrescenta. Além dela, há estudantes dos cursos de medicina, de pedagogia, de direito e de psicologia.

Cobertura jornalística

Esta é a sétima vez em que os alunos de jornalismo da Católica realizam a cobertura do Projeto Rondon. Eles vão alimentar as redes sociais e site do projetos com relatos das operações em 19 municípios do Maranhão, além de divulgar os trabalhos nos jornais locais. “É uma conquista para os estudantes saírem da realidade em que vivem. Eles têm a chance de vivenciar o dia a dia de comunidade carentes e ter uma prática diferenciada da profissão”, comenta o professor de comunicação social Alberto Marques.

Participante da equipe de cobertura pela segunda vez, Henrique Carmo, 27, estudante do 7º semestre de jornalismo, explica que eles vão visitar todos os municípios que têm operações do projeto, entrevistando as populações locais e os estudantes. “Produziremos textos, fotos, matérias para rádio e vídeos. Ao fim da operação Rondon, realizaremos um documentário”, conta. Para ele, a e experiência transformou seu olhar sobre a profissão: “Aprendi a ter sensibilidade para lidar com as pessoas mais carentes e me envolver com o tema”. Nesta edição, os estudantes da Universidade de Brasília também fazem a cobertura das operações pela primeira vez. Eles acompanham as operações no Piauí desde a semana passada.
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