Releitura brasileira de Cinderela será apresentada na Unesco

Professora da UnB é responsável pela composição e direção musical da peça Cinderela do Brasil. O projeto será exibido para mais 800 convidados na sede da organização na França

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postado em 28/01/2014 10:12 / atualizado em 28/01/2014 10:15

A associação francesa La Clef Enchantée (A Clave Mágica) produziu uma adaptação à brasileira de um dos contos de fadas mais populares do mundo. A obra Cinderela ganhou traços da cultura popular do Brasil no projeto Cendrillon Au Brésil (Cinderela do Brasil). Na adaptação, a Cinderela tupiniquim é vivida por uma passista de escola de samba, e seu príncipe encantado é um famoso jogador de futebol. A professora Jaci Toffano, do Departamento de Música (MUS/UnB) foi responsável por dar o toque nacional nas canções do balé escrito por Sergei Prokofiev em 1940. O projeto será apresentado para a Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco), no dia 5 de março.

A obra Cinderela do Brasil faz parte de um projeto pedagógico da Clave Mágica, que procura aproximar crianças e jovens parisienses da música clássica mundial por meio de adaptações de grandes obras. “O objetivo é chamar mais a atenção do jovem”, explica Jaci. De acordo com a professora, o projeto está presente em vários bairros de Paris. “Um tema é selecionado e durante todo ano é trabalhada a questão musical da obra”, conta.

Ao final do projeto é lançado um livro educativo que acompanha um CD com canções e narrativas das principais passagens do conto. O grupo de alunos também monta uma peça com a participação de alguns profissionais.  “As peças costumam ser apresentadas em uma das prefeituras dos bairros de Paris”, explica a professora. No entanto, a peça Cinderela do Brasil ganhou mais notoriedade. “O projeto chamou a atenção da delegação do Brasil na Unesco, que nos convidou a apresentar a peça”, diz.

Cinderela do Brasil será apresentada para um público de mais de 800 pessoas, na sede da Unesco, na França. Devem fazer parte desse público, representantes de todas as delegações da organização, inclusive da África do Sul, Índia, França e Brasil, países que compõem o conto abrasileirado. Também são esperados os dirigentes de todos os bairros parisienses envolvidos no projeto, além de representantes da Academia de Artes Ciências e Letras da França.

 

UnB Agência

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