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UnB é pioneira na criação de centro de excelência em saltos ornamentais

Com reabertura do parque aquático, universidade quer impulsionar a prática e a formação de profissionais na modalidade e dar início ao projeto Universíade 2019

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postado em 28/01/2014 10:17 / atualizado em 28/01/2014 09:18

Após sete anos, as piscinas do Centro Olímpico da UnB serão reabertas. A retomada das atividades coincide com a implantação do primeiro Centro de Excelência em Saltos Ornamentais do Brasil na universidade. A iniciativa conta com o apoio do Ministério do Esporte, que destinou R$ 798.560,00 para o empreendimento. “Construir projetos em parceria com o Ministério do Esporte é uma das melhores alternativas para garantir a manutenção e o funcionamento das instalações. Faz parte do projeto da UnB [para a Universíade de 2019]”, diz Alexandre Rezende, diretor da Faculdade de Educação Física da UnB.

Com os recursos, serão adquiridos equipamentos de última geração e contratados 11 profissionais para integrar a equipe técnica que atuará, a partir de março, no centro de treinamento da UnB. Entre eles, o técnico da Seleção Brasileira de Saltos Ornamentais, Ricardo Moreira, e atletas de alto nível na modalidade, como Hugo Parisi, representante do Brasil nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, e de Pequim, em 2008. “Hoje em dia, Brasília é um dos melhores lugares para desenvolver um trabalho, ainda mais com esse centro de excelência”, diz Hugo, que deixou o Rio de Janeiro para treinar na capital do país há cinco anos.

Ricardo Moreira, que será ainda o coordenador técnico do Centro de Excelência, concorda. “A estrutura que estamos montando [na UnB] é realmente bem diferenciada do resto do país”, conta. Além das instalações para salto a seco, com trampolins, camas elásticas e piscinas de espuma, o espaço dispõe de equipamentos para análise e filmagem dos treinamentos, o que beneficiará atletas e cientistas.

De acordo com o diretor da Faculdade de Educação Física, os equipamentos permitem realizar um estudo biodinâmico dos movimentos e da técnica dos atletas para fazer correções. “Vai ser muito bom tanto para os saltos ornamentais como para a comunidade acadêmica que queira fazer pesquisa ligada ao esporte de alto rendimento”, completa Ricardo. Ele acredita ainda que com pesquisas ligadas ao treinamento de alto nível, será possível aprimorar os saltos ornamentais e fazer a modalidade esportiva ganhar mais destaque no país.

CAPACITAÇÃO – Outra medida para popularizar os saltos ornamentais é capacitar profissionais para atuar na formação e preparação de atletas. “O Brasil ainda tem muito para avançar, mas estamos evoluindo. O maior problema é ter pouquíssimos atletas praticando e as estruturas de treinamento serem insuficientes”, conta Ricardo Moreira.

Para mudar esse cenário, a UnB pretende oferecer, a partir de 2014, a disciplina Metodologia de Saltos Ornamentais, na grade curricular dos alunos de Educação Física. “Essa disciplina foi oferecida por três semestres, quando tivemos um técnico cubano que veio para Brasília”, conta Alexandre Rezende, diretor da FEF. Ele destaca ainda que com a criação do Centro de Excelência, serão ministrados cursos para formação de treinadores e profissionais de arbitragem. “É um trabalho bem amplo”, completa Ricardo Moreira.

As escolas do Distrito Federal são outro alvo do projeto. Crianças e jovens, com idade entre 8 e 16 anos, serão selecionadas para compor uma equipe de base da modalidade esportiva. A seletiva, marcada para 22 de fevereiro, busca avaliar força, flexibilidade e coordenação dos candidatos, dos quais 20 serão selecionados.

SALTO NA UnB - O Centro de Excelência em Saltos Ornamentais que será implantado na universidade é um projeto que nasceu em 2005, durante curso de especialização na Faculdade de Educação Física da UnB. Por intermédio de uma parceria entre a UnB e o Ministério do Esporte, o Centro de Treinamento de Saltos Ornamentais foi concluído em 2010.

“A estrutura é excelente, é a melhor do país, só que não está sendo utilizada. Vamos colocar isso a serviço do esporte, da comunidade e da universidade”, explica Ricardo Moreira. Para o medalhista, Hugo Parisi, que iniciou nos saltos ornamentais aos seis anos de idade, o projeto será um modelo para o Brasil inteiro. “A gente tem que começar a dar os passos para se tornar grande um dia”.

Para mais informações, clique aqui ou envie um e-mail para excelencia@saltosbrasil.com.

 

UnB Agência

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