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Consultor defende investimento público em universidades privadas

Já presidente da UNE quer fortalecimento do ensino público

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postado em 25/02/2014 17:35

Agência Câmara

O consultor técnico da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Raulino Tramontin, afirmou há pouco que o Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10) não pode diferenciar o ensino público do privado porque, na prática, ambos são pagos. Ele sustentou que, caso não haja investimentos do PIB nas entidades particulares de ensino superior, o Fies e o Programa Universidade para Todos (ProUni) poderão ser utilizados para outros fins.

Tramontin participa de audiência pública da comissão especial que analisa o projeto do PNE. Ele defendeu a alteração feita pelo Senado na meta 20, que prevê a aplicação de 10% do PIB em educação. De acordo com a versão aprovada pela Câmara, toda a verba deveria ser investida em ensino público. A proposta dos senadores, no entanto, permite que esse valor sirva também para convênios e parcerias com instituições privadas, como o Sistema S, as instituições filantrópicas e as universidades privadas que recebem bolsas de estudo do setor público, como é o caso do ProUni.

Entenda as metas do PNE aprovadas por deputados e senadores.

UNE
Já a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, propôs que os 10% do PIB sejam usados na educação pública, a fim de “diminuir a mercantilização e dar celeridade à ampliação do ensino público de qualidade”.

Ela destacou que a educação está passando por uma “desnacionalização”, com cada vez mais alunos nas universidades privadas e menos nas instituições públicas.

A representante da UNE também propôs que a inclusão de medidas educativas para enfatizar o reconhecimento dos gêneros, como está no relatório da Câmara.

O debate prossegue no Plenário 2.
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