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CAD aprova orçamento interno para 2014

Universidade terá cerca de R$ 1,5 bilhão para administrar durante o ano, 25% dos recursos é resultado de arrecadação própria da instituição

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postado em 14/03/2014 19:52

Agência UnB

O Conselho de Administração (CAD) da Universidade de Brasília realizou sua primeira reunião do ano na manhã desta quinta-feira (13), quando discutiu e aprovou a distribuição do orçamento interno para 2014. De acordo com o decano de Planejamento, Orçamento e Gestão (DPO), César Augusto Tibúrcio da Silva, a UnB está entre as instituições federais de ensino superior com o maior volume de recursos. “A gente só perde para a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro] com R$ 2,360 bilhões”, conta. No entanto, isso se deve ao capital arrecadado pela instituição, cerca de R$ 400 milhões em recursos próprios, 25% do orçamento da universidade.

Para 2014, mais de 90% dos R$ 1,552 bilhão que a instituição terá disponível serão destinados ao custeio da universidade. “R$ 462 milhões para pagamento de pessoal e outras despesas correntes. [...] Sobram R$ 90 milhões para investimento”, anunciou César durante o encontro. Os conselheiros aprovaram a distribuição do orçamento, mas pediram a revisão dos recursos destinados à consolidação dos campi de Ceilândia, Planaltina e Gama, além dos valores voltados às atividades específicas das unidades acadêmicas. “O nosso cobertor é muito mais curto do que nossas necessidades”, observou a vice-reitora, Sônia Báo.

O reitor, Ivan Camargo, lembrou ainda que até o fim de 2014 a UnB não terá mais gastos com o Hospital Universitário. “A despesa com o HUB tende a chegar a zero até o final do ano porque a EBSERH [Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares] vai assumir”, disse. Além do orçamento interno, os membros do colegiado aprovaram o Relatório de Gestão de 2013, que irá auxiliar no planejamento das ações da universidade para 2014.

O documento destaca a necessidade de a UnB buscar formas alternativas de financiar suas atividades e melhorar os fluxos administrativos para evitar a devolução de recursos destinados aos projetos. “Estamos devolvendo muitos recursos e a gente não pode deixar que isso aconteça”, disse a professora Elmira Luiza Melo Simeão, da Faculdade de Ciência a Informação (FCI).

O relator do documento, professor Roberto Goes Ellery Júnior, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FACE), sugeriu ainda que os próximos relatórios considerem indicadores qualitativos dos cursos de graduação e pós-graduação. “Dados sobre a pós-graduação são absolutamente importantes e devem ser discutidos no CEPE [Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão]. Apenas 26% dos nossos cursos são nota 5, 6 e 7. È muito preocupante”,  salientou o reitor.
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